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POR QUE OS BRASILEIROS GOSTAM DA POUPANÇA?


Você costuma aplicar na poupança? Se a resposta for sim vale a pena você dedicar alguns minutos de seu tempo lendo este artigo até o fim.
A caderneta de poupança é a aplicação financeira preferida da maioria dos brasileiros. E embora a rentabilidade tenha caído muito nos últimos quatro anos (em 2012 ficou entre os piores investimentos) ainda sim os depósitos nessa modalidade estão aumentando. E não são apenas as pessoas com baixa renda que aplicam suas economias nela. Diante disso eis a pergunta: alguma vez você já se perguntou por que prefere um investimento que tem uma baixíssima rentabilidade como mostra o gráfico? 
 
Uma das respostas é que colocar o dinheiro na poupança é muito mais simples do que comprar um título do tesouro ou investir em ações. Outro argumento é que tem liquidez diária, ou seja, você vai ao banco e saca o dinheiro na hora que quiser. E também tem aqueles que preferem ganhar pouco, mas ganhar, do que aplicar em uma modalidade onde podem perder, como é o caso das ações.
Bem, esse é o ponto aonde eu gostaria de chegar: o investidor tem mais aversão às perdas do que ao risco. Essa é uma das principais teorias das finanças comportamentais, área que estuda a tomada de decisões pelo investidor.  Então quem investe em poupança não está preocupado com o risco de, em longo prazo, ter seu capital fortemente depreciado pela inflação. Em outras palavras, o risco de ficar pobre ao longo do tempo é praticamente ignorado. O que é levado em consideração é a possibilidade de ganho, por mais que seja pequeno. De fato, o pequeno investidor por falta de educação financeira não vê que seu dinheiro conquistado com muito suor poderá ser “comido” pela inflação.
Então qual é a estratégia correta? Se você tem um capital pequeno (10 mil, 15 mil) e vai precisar sacar esse dinheiro com frequência ou usá-lo em menos de um ano, até pode deixar na poupança. Já para um capital maior que essa quantia e que não vai ser usado no curto prazo, especialistas aconselham a investir em outras modalidades que vão trazer um retorno um pouco maior, mas que ao longo de cinco, dez anos de aplicação vão render mais e fazer uma enorme diferença no montante aplicado. Pode até deixar um pouco na poupança, mas faça a chamada carteira de investimentos, isto é, aplique um percentual na renda fixa (tesouro direto, CDB, etc), e se você tiver um perfil para aplicações de risco, quem sabe até pode aplicar na renda variável (fundo de ações, ações).
Uma dica para quem não sabe por onde começar é conversar com quem entende mais do assunto e ler na Internet as vantagens e desvantagens dos diversos tipos de investimentos que existem.
 


IMPORTANTE:

Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com

 
 
 
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+ comentários + 1 comentários

18 de novembro de 2013 às 11:16

Legal, Leonel. Me identifiquei com o seu post rsrs

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