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SE O BANCO ONDE APLICO QUEBRAR, RECEBO MEU DINHEIRO DE VOLTA?





Uma dúvida recorrente de muitos investidores é se o dinheiro aplicado em um produto financeiro através de um banco ou corretora de valores tem algum tipo de garantia, caso a instituição venha a quebrar. A resposta é sim, mas para alguns casos.





O Fundo Garantidor de Crédito



Produtos como Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito Agrícola LCA), a Caderneta de Poupança, Letras de Câmbio e Letras hipotecárias têm cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Esse fundo é formado por instituições financeiras e administrado pelos próprios bancos.





O objetivo do FGC



O objetivo é reduzir o risco dos pequenos investidores em caso de intervenção, liquidação e falência de um banco. Mas é preciso atenção a um ponto: o FGC cobre até R$ 250 mil reais por CPF e por instituição financeira. Por exemplo: se você tem R$ 300 mil reais aplicados em um CDB e a instituição que o emitiu quebra, vai receber apenas R$ 250 mil de volta mais os juros. Quem tem aplicado menos de 250 mil está totalmente coberto e não tem com o que se preocupar.





O FGC não cobre



O investidor deve ficar atento também às aplicações que não são cobertas pelo FGC. Fundos não têm cobertura, nem Títulos do Tesouro, nem investimentos em renda variável, como ações de empresas.

Então, se você tem perfil conservador nas finanças e quer aplicar seu dinheiro em um produto financeiro de baixo risco, o ideal é procurar aqueles cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito.



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IMPORTANTE:


Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. Não prestamos serviços de consultoria nem análise de valores mobiliários. Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail: comportamentoedinheiro@gmail.com





Procure sempre um profissional certificado para obter recomendações de investimentos. Verifique se ele tem certificações como o CNPI (Certificado Nacional de Profissional de Investimento) ou CPA (Certificação Profissional Anbima). Para mais detalhes acesse a página da Comissão de Valores Mobiliários: http://www.cvm.gov.br



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ENTENDA SUA MENTE E TURBINE SUAS FINANÇAS


Existem pessoas que pensam que para serem bem sucedidas nos investimentos (seja a compra de uma casa, aplicação em títulos do tesouro ou ações de empresas, etc) é necessário saber muito de matemática, algoritmos, dominar legislação sobre imposto de renda e até alguns conceitos de áreas como contabilidade. Esse conhecimento até é importante, mas os leigos no assunto não precisam ficar decepcionados.
Um grupo de pesquisadores tem mostrado que entender sobre finanças nem sempre faz a diferença. O importante, afirmam, é saber como sua mente funciona ao tomar decisões que envolvem dinheiro.


Finanças comportamentais

Esses especialistas são de uma área chamada de finanças comportamentais, que usa neurociência e psicologia para estudar como a mente funciona quando o assunto é dinheiro.
Estudiosos das finanças comportamentais elaboraram várias teorias. Uma delas afirma que a mente tende a simplificar os processos de decisão.


O efeito manada

Nesse sentido, é muito mais fácil fazer o que todos fazem. Isso traz a sensação de conforto e segurança. Por exemplo, se seus amigos, familiares, e pessoas com que você se relaciona investem na Caderneta de Poupança, a tendência é você fazer o mesmo, embora existam outras aplicações tão seguras quanto e que rendem muito mais. Esse caso se enquadra no ‘efeito manada’: para onde um grupo vai, a tendência é você ir junto.


O perigo das ‘regras de bolso’

            Há várias outras ‘regras de bolso’, verdadeiros atalhos que nossa mente usa para tornar a avaliação das informações mais fácil e rápida. O problema é que isso esconde um perigo: simplificar a tarefa de tomar decisões pode também induzir a erros de avaliação e a decisões que podem levar a perdas financeiras.


Para saber mais


A Comissão de Valores Mobiliários, entidade que regula e fiscaliza o mercado financeiro, está lançando em seu site um material didático e gratuito que explica em detalhes o que as finanças comportamentais estudam. A primeira parte é sobre os ‘Vieses do Investidor’. Vale a pena baixar e ler porque o objetivo é alertar o cidadão sobre os erros mais comuns cometidos antes de fazer um investimento. 


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