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RENTABILIDADE PASSADA NÃO É GARANTIA DE RESULTADOS FUTUROS


 

                A frase do título desse artigo já virou uma espécie de lugar-comum pelo uso excessivo. Mesmo assim é obrigatória em todos os documentos de Fundos de Investimentos que mencionem a rentabilidade. A Comissão de Valores Mobiliários, entidade que fiscaliza e regula o mercado financeiro, obriga os Fundos colocar esse alerta ao investidor.

É normal o cliente de um banco, corretora de valores mobiliários ou outra instituição do mercado, acreditar que a excelente rentabilidade passada vai se repetir nos próximos meses ou anos. Muitas vezes o investidor compra o produto oferecido pelo profissional que lhe atende, sem sequer questionar os riscos envolvidos.

 

A melhor forma de escolher um investimento
 

Em vez de perguntar quanto "está rendendo" determinado fundo, peça o folheto com informações detalhadas do Fundo de Investimento, leve para casa e leia com muita calma. A melhor forma de escolher um investimento é ler bastante sobre ele. Dias depois volte à instituição financeira com suas perguntas anotadas e tire todas as dúvidas. Se o funcionário não esclarecer o que você considera importante, procure outro profissional capacitado.

                Outra estratégia é procurar boas opções de Fundos não só em bancos. Gestoras de recursos independentes e corretoras de valores mobiliários estão aptas a vender esses produtos também. Acesse a Internet e veja que existem centenas de Fundos oferecidos, às vezes, com rentabilidade bem melhor do que a que foi oferecida pelo seu banco.

 

Fuja dos fundos com taxas altas
 

Há fundos no Brasil que são completamente inviáveis devido às comissões pagas a seus gestores. No caso dos fundos de renda fixa, especialistas recomendam contratar apenas aqueles que cobrem taxas de administração de até 1% ao ano. Como herança dos tempos dos juros altos, ainda existem aplicações com taxas de até 4 ao ano%.

No caso de fundos conhecidos como multimercados, o valor da taxa de administração é um pouco maior. Mesmo assim só concorde em pagar mais se o gestor tiver um histórico de entregar rentabilidades muito acima da média do mercado.


Cuidado com os fundos com poucos cotistas
 

Ao investir em um fundo pequeno, o investidor deve tomar o cuidado de verificar se as cotas não estão excessivamente concentradas em um único investidor. Em caso positivo, se ele sair, o gestor será obrigado a desmontar boa parte de suas posições rapidamente e provavelmente haverá perdas para os demais cotistas. Nos fundos de pequeno porte, também é necessário checar a reputação do gestor e qual a instituição responsável pela auditoria das contas.


Comece aos poucos
 

Começar com passos pequenos vale tanto para quem está aplicando agora quanto para quem quer aumentar a parcela de investimentos de maior risco. Para os iniciantes, é importante lembrar que a educação financeira é um processo de longo prazo. Vale a pena pedir conselhos a especialistas e amigos que entendem mais do assunto, assistir a programas de TV sobre economia, finanças pessoais e acessar sites especializados, além de ler jornais.



 


IMPORTANTE:

Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com

 
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FI-FGTS: VALE A PENA INVESTIR PARTE DO FGTS NESSE FUNDO?


 

A Comissão de Valores Mobiliários, autarquia que regulamenta o mercado financeiro, deve anunciar em breve as regras para que o trabalhador possa aplicar no Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. O correntista poderá investir até 30% do saldo do FGTS nesse Fundo. Muitas pessoas com interesse no assunto se perguntam se valerá a pena e quais são os riscos.

 
A alternativa pode ser interessante


O FGTS rende pouco mais de 3% ao ano. É uma rentabilidade tão baixa que sequer repõe as perdas com a inflação. Diante disso, muitos especialistas em finanças afirmam que a alternativa de colocar parte do capital do Fundo de Garantia no chamado FI-FGTS pode ser uma boa estratégia.

Esse fundo administrado pela Caixa Econômica Federal aplica em títulos de dívidas, debêntures e notas promissórias, de empresas ligadas a vários setores da economia, principalmente o de infraestrutura.

 
Cuidados antes de aplicar
 

No entanto, como qualquer aplicação financeira que possa trazer maior possibilidade de ganho, existem mais riscos envolvidos.

O FI-FGTS não terá a mesma segurança das aplicações mais conhecidas dos brasileiros como a Poupança e os CDBs, que têm a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos para valores de até 250 mil reais. As debêntures não contam com essa proteção e, além disso, o FI-FGTS corre o risco de calote das empresas nas quais os recursos são aplicados, o que se de fato ocorrer, certamente trará danos para o Fundo e consequentemente para os cotistas.  

 

Avalie bem antes de investir


O FGTS foi criado para ser uma espécie de seguro para os trabalhadores e pode ser resgatado em situações como demissão sem justa causa, doenças graves, desastres naturais e na aposentadoria.

Mas como o Fundo de Garantia perde para a inflação, normalmente vale a pena resgatar os recursos sempre que possível para destiná-los a investimentos potencialmente mais rentáveis.

Antes de aplicar, o correntista deve pensar bem. Analistas do mercado sugerem que, para os trabalhadores que têm o FGTS como única reserva de emergência em caso de desemprego ou aposentadoria, o investimento no FI-FGTS não vai valer a pena. Já para pessoas com mais reservas financeiras, com plano de aposentadoria privada, que compreendem bem o funcionamento do Fundo de Investimento e seus riscos, pode ser interessante aplicar 30% do Fundo de Garantia.

Esse artigo é apenas para esclarecer sobre essa nova alternativa. Antes de tomar qualquer decisão consulte um especialista no assunto.

 


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Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
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COMO SE DEFENDER DA INFLAÇÃO ?



Milton Friedman, um dos mais influentes economistas do século XX e ganhador do Nobel de Economia, certa vez afirmou que "inflação é a única forma de taxação que pode ser imposta sem legislação". De fato, o aumento generalizado de preços gera efeitos parecidos com o pagamento de um tributo porque diminui o poder de compra das pessoas, além de onerar o setor produtivo.

Nesse sentido, resta a pergunta: será que é possível amenizar o impacto da inflação no orçamento familiar? Especialistas afirmam que sim.

Controle o orçamento

Para reduzir o impacto da inflação é necessário alterar alguns hábitos. Entre as dicas, especialistas sugerem procurar alimentos que substituam os que estão subindo de preço. Por exemplo, se o feijão subiu muito, consuma mais lentilha. Evite por algum tempo também as frutas e verduras fora da estação. Outra medida é adotar planos familiares de internet, celular e televisão a cabo. Além disso, cuidado com o cartão de crédito, o cheque especial e compras financiadas quando a tendência de juros é de alta.

O cartão de crédito tem serviços parceiros que oferecem descontos em cinemas, escolas, restaurantes, assinatura de jornais. Sempre procure aproveitar essas vantagens.

Quem utiliza muitos remédios sabe o quanto isso pesa no orçamento. A dica é comprar genéricos e informar-se sobre os descontos que as farmácias dão a determinados planos de saúde e laboratórios.

 
O desafio de superar a inflação nos investimentos


Nos produtos financeiros mais populares, o investidor está perdendo poder de compra. Prova disso é o que ocorre com a Caderneta de Poupança, que em 2015 deverá render menos que a inflação oficial. Em outras palavras, que investiu nela perderá dinheiro.

O desafio é obter um ganho real mais elevado com as aplicações financeiras. Por isso é bom conhecer outras modalidades de investimento.

Os títulos públicos atrelados à inflação, chamadas de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) e Série B Principal (NTN-B Principal), pagam juro fixo a partir de 6% ao ano mais a variação do IPCA. Ou seja, o investidor fica protegido do aumento dos preços e tem um ganho real de 6% ou mais.
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) ou Letras de Crédito Agrícola (LCA) de bancos médios pagam, em alguns casos, mais de 13% ao ano. A grande vantagem das LCIs é que não pagam Imposto de Renda (IR) e são produtos de baixo risco. Existem boatos de que o governo federal cobraria sobre elas IR mas até agora nenhuma medida concreta existe nesse sentido.  
 

Informe-se com um profissional qualificado em seu banco ou corretora de valores sobre quais as melhores estratégias a adotar, os riscos, vantagens e desvantagens, dessas e outras modalidades de investimento.  

 
Inflação em alta exige atenção redobrada 

O mercado financeiro estima que a inflação deste ano ultrapasse o teto da meta do governo. É um alerta do quanto está difícil controlar o aumento dos preços. Nesse cenário resta ao cidadão adotar estratégias para se proteger. Com as dicas acima você irá sentir menos o impacto da inflação e poderá melhorar a saúde de suas finanças.
 
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Procure sempre um profissional certificado para obter recomendações de investimentos. Verifique se ele tem certificações como o CNPI (Certificado Nacional de Profissional de Investimento) ou CPA (Certificação Profissional Anbima).
 
 


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