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TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO É INVESTIMENTO?


Muitos especialistas consideram o título de capitalização apenas uma forma de aplicação, mas não um investimento porque a rentabilidade é muito baixa. Discussões à parte, é importante que antes de aplicar você saiba bem como funciona para que não compre por impulso um produto financeiro que sequer repõe a perda com a inflação.

O que é um título de capitalização?

É uma forma de poupar uma certa quantia mensalmente. A pessoa que o compra assume um compromisso mediante um contrato de que durante um determinado período fará aportes periódicos para somente depois do período de carência realizar a retirada do dinheiro.
Um detalhe importante: se você quiser sacar o dinheiro antes do fim do contrato não vai recebê-lo todo de volta, mas apenas um percentual conforme definido no contrato.

Qual a rentabilidade?

Muita gente investe em um título de capitalização porque concorre a prêmios como dinheiro ou automóveis. Nesse aspecto funciona quase como uma loteria em que a sorte é o principal fator para se ganhar. Mas o investidor consciente sabe que o fundamental em uma boa aplicação financeira é que a rentabilidade supere a inflação e nesse aspecto o título de capitalização deixa muito a desejar. Esse produto consegue ter um desempenho pior que o da Poupança.
Quem tem dinheiro aplicado nesses títulos obtém uma rentabilidade tão baixa que sequer repõe a inflação, ou seja, o ‘investidor/apostador’ está perdendo dinheiro ao longo do tempo. Caso não ganhe nada nos sorteios, vai ter prejuízo.

Cuidados na hora de comprar

Basicamente deve-se analisar o prazo de carência, as taxas a pagar, as penalidades ao cancelar ou não pagar a mensalidade do título de capitalização. Essas informações estão nas Condições Gerais do Título. Não compre sem ler esse regulamento antes.
Muita gente se pergunta se ao resgatar o título no final do prazo de vigência a pessoa recebe tudo o que foi pago. A resposta irá variar de plano para plano. Não há obrigação prevista em lei para que o resgate seja igual ao montante pago. Cada instituição financeira define no seu plano o percentual.

Quem fiscaliza?

Os planos de capitalização são fiscalizados pela Superintendência de Seguros Privados. A SUSEP é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.
Da mesma forma que os bancos, as empresas de capitalização também estão sujeitas às normas estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor.
E não esqueça que o título de capitalização só pode ser comercializado pelas Sociedades de Capitalização devidamente autorizadas a funcionar.

 
IMPORTANTE:
Leonel Lacerda é jornalista especialista em mercado de capitais e autor do blog Comportamento e Dinheiro. O comentário não é recomendação de investimento.
E-mail: leoneldiaslacerda@gmail.com

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FUNDO DE INVESTIMENTO


Você chega ao banco para falar com seu gerente e de repente ele lhe oferece uma aplicação em um fundo de investimento. Nesse caso você sabe as perguntas mais importantes que tem de fazer para decidir se vai ou não fazer a aplicação? É sobre isso que vamos falar hoje.


Tipo de Fundos

Um Fundo é uma comunhão de recursos para aplicação em ativos financeiros (ações, títulos, etc.) e sua rentabilidade varia dependendo do tipo. Existem sete classes de fundos. Os mais conhecidos são: fundo de renda fixa (investe em títulos públicos federais), fundo de ações (mais da metade do patrimônio é investido em ações de empresas), e fundo multimercado (política de investimento envolve vários fatores de risco).
 

Pergunte antes de comprar um Fundo

Antes de adquirir as cotas de um Fundo, certifique-se que o produto atende aos seus objetivos e se adequa ao seu perfil de risco (conservador, moderado ou arrojado). Para isso, peça ao profissional que lhe ofereceu o Fundo o regulamento, o prospecto e a lâmina de informações. Leve tudo isso para casa e leia com calma. Marque aquilo que você não entendeu, leve ao profissional e esclareça as dúvidas.

Pergunte: qual é taxa de administração, se são cobradas outras taxas (performance, ingresso, saída); qual é o risco; que tipo de informações você tem direito a receber sobre o Fundo e com qual periodicidade;  qual é o prazo de resgate; como foi o desempenho até o momento;  que posição ocupa em comparação a outros Fundos semelhantes ou ainda em relação a um índice de mercado; que papéis compõem a carteira do Fundo.

Lembre-se de indagar também se existe na composição da carteira do Fundo algum título ou valor mobiliário com alto grau de risco, como por exemplo, derivativos ou ações com pouca negociação.

Taxas cobradas
 
A alíquota de imposto de renda varia de acordo com o tipo de fundo de investimento e incide sobre o total de rendimento das aplicações. Fique muito atento ao valor da taxa de administração porque ela pode fazer a diferença na rentabilidade e também se é cobrada taxa de performance.

Levando em conta todos esses cuidados você estará pronto para tomar uma decisão qualificada.

 

Leonel Lacerda é jornalista, especialista em mercado de capitais. O comentário não é recomendação de investimento.
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VALE A PENA INVESTIR EM UM IMÓVEL?


A resposta para a pergunta acima é: depende. Não há problema se você se planejou financeiramente para isso e vai morar no imóvel que pretende comprar. Afinal, deve ser um sonho que está realizando. Mas se o objetivo é comprar uma casa, terreno, apartamento ou sala comercial para investimento, tentando obter algum retorno no futuro, agora talvez não seja um bom momento. A seguir explico as razões.

A bolha imobiliária existe?
Esse assunto é motivo de polêmica entre especialistas. Há quem afirme de pés juntos que existe uma bolha imobiliária no Brasil. E o motivo disso são os altos preços dos imóveis. Outros discordam e dizem que ainda há espaço para mais altas. Parece ser um consenso entre quem estuda o assunto que, se tivermos uma bolha, ela está nos preços e não crédito imobiliário, que ainda tem muito espaço para se expandir em nosso país.

O fato é que a valorização foi expressiva nos últimos sete anos. Em algumas cidades, como em São Paulo e Rio, o preço dos imóveis chegou a triplicar. Foi disparado o melhor investimento. Mas nenhum dado nos mostra com segurança que ocorrerão mais aumentos significativos no curto prazo. 

Diante desse cenário, o que fazer?
Então se você quer comprar, por exemplo, aquele terreno no bairro “x” esperando fazer um bom investimento, cuidado. O risco de valorização aquém do esperado aumentou. E, em um cenário de existência de bolha, o valor de mercado do bem imóvel pode até cair se ela estourar.

Respondendo à pergunta do título, comprar um imóvel para usá-lo como investimento não é, nesse momento, uma boa estratégia. O ideal é você esperar por mais algum tempo, verificar bem como o mercado vai ser comportar, ler sobre o assunto, e enquanto isso manter seu dinheiro investido em uma aplicação de baixo risco como a renda fixa (CDBs, Títulos do Tesouro) até surgir um cenário mais favorável, em que você possa tomar sua decisão com mais qualidade.

Cuidados na hora de comprar um imóvel
E quem pensa em comprar para alugar? Nesse caso você tem que fazer as contas e calcular quanto receberá no aluguel. Pense bem: será que vale a pena imobilizar uma pequena fortuna (R$200 mil, R$300 mil ou mais) para receber como retorno um aluguel muitas vezes de baixo valor?

Lembre-se que o patrimônio vai se deteriorar e precisar de reformas, que a casa ou apartamento poderá ficar vago e você, sem a renda dele. E caso queira vender, dependendo do local, poderá demorar meses ou anos até conseguir. O imóvel tem essa característica: é um bem de baixa liquidez, difícil de transformar em dinheiro.

 
IMPORTANTE:
O comentário tem finalidade educacional e não é recomendação de investimento.
 
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