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AS MULHERES E AS FINANÇAS



   Fico feliz quando vejo mais e mais mulheres interessadas em aprender sobre as diversas modalidades de investimentos. Por outro lado fico triste quando vejo na Internet sites e blogs sobre finanças ensinando as mulheres a usar folha de arruda para se dar bem nos investimentos. Nada contra os amuletos de “sorte”, mas o mais importante é a educação financeira para que elas (e eles) possam tomar decisões com qualidade.
  Várias pesquisas na área das finanças que estuda o comportamento mostram que as mulheres têm mais cautela frente ao risco que os homens. Nesse sentido elas, geralmente, optam por investimentos mais conservadores, como renda fixa (títulos do tesouro, CDB, entre outros). Não é a toa que a gente observa muito mais homens investindo na Bolsa de Valores, por exemplo, que é mais arriscado.
  Mas antes que alguém diga que as pesquisas são machistas e refletem uma imagem enviesada sobre as mulheres, eu ressalto que existem exceções. Sempre existem. Nesse sentido é correto dizer que é cada vez maior o número das frequentam cursos para aprender a gerir as finanças e também aumenta a quantidade das quem têm interesse por investimentos com maior risco, como fundos de ações.
  Para você, cara leitora, não tenho receio em dizer que, em se tratando de investimento, a variável gênero é pouco relevante. O que vai definir se você será bem sucedida é seu grau de educação. E aqui vale o que você também aprende com os outros. Para quem tem acesso a Internet não perca tempo: participe de palestras e cursos de educação financeira (no site da Comissão de Valores Mobiliários existem esses serviços gratuitos). Pergunte ao gerente de seu banco quais as opções mais rentáveis para investir e o risco de cada uma delas. Leia o prospecto (documento que apresenta as principais informações para o investidor) do fundo onde vai aplicar seu dinheiro e na dúvida fale com o gerente. Se for um título do tesouro ou um CDB, faça a mesmo procedimento. Se você aplica através de uma corretora de valores, faça o mesmo com seu agente. Questione sempre, até a exaustão se for necessário.
  Você é dona de casa e não tem renda? Isso não é problema algum. Saiba que você é fundamental no gerenciamento das finanças da família tanto ajudando a poupar, controlando os gastos, como na hora de investir. Se sobrou dinheiro no fim do mês, por que não descobrir uma forma de aplicá-lo para realizar um plano futuro? Converse com a vizinha, com os filhos, com o gerente do banco, com quem entenda do assunto e se planeje. Educação financeira é tão importante quanto qualquer outro tipo de conhecimento.    Você vai aprender que com planejamento dos gastos e aplicação correta do dinheiro que sobra, pode no longo prazo, mesmo com uma renda baixa, realizar seus sonhos materiais. Não importa se é homem ou mulher. 
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APRENDA A IDENTIFICAR QUE TIPO DE INVESTIDOR É VOCÊ


Pense rápido: quando o assunto é investimento você se define como conservador, moderado ou agressivo? Responder a essa questão é muito importante para você definir onde irá investir seu dinheiro.
                Uma das regras mais importantes em finanças pessoais é saber qual é seu perfil. Se você for conservador vai procurar aplicar suas economias na renda fixa (títulos do tesouro, CDB e outros); caso seja agressivo poderá aplicar uma parte de seu dinheiro na renda variável (ações, fundos de ações). Se for moderado pode se permitir aplicar um pouco em renda variável e outra parte na renda fixa. Na Internet existem diversos sites onde você poderá fazer esse tipo de teste.
Além de se conhecer melhor, é muito importante também que você saiba escolher os produtos financeiros que melhor se adequam a seu perfil. Isso vai depender de quando irá precisar do dinheiro, seus objetivos e se você será capaz de dormir tranquilamente após optar por um investimento de risco, como ações. Se você estiver economizando, pensando, por exemplo, na aposentadoria, e ainda faltarem 15 ou 20 anos para isso, poderá aplicar um percentual de seu capital em investimento de maior risco, porque se optar apenas por caderneta de poupança ou por outros investimentos de menor risco, o seu dinheiro vai crescer mais lentamente. O maior erro que as pessoas podem cometer é aplicar uma determinada quantia que elas certamente não vão precisar sacar por um longo período de tempo, em investimentos de baixa rentabilidade (que rendem juros baixos), como a caderneta de poupança.
Mas se você estiver economizando para um objetivo de curto prazo, não deve escolher investimentos de risco porque no momento de encerrar a operação poderá ter prejuízo. Como o valor de alguns investimentos cai e sobe rapidamente (é o caso das ações), você deve ter certeza de que poderá esperar o melhor momento para vender com lucro.
                E é sempre bom lembrar: investir é diferente de poupar. Investimento é o ato empregar o dinheiro poupado em aplicações que rendam juros ou outra forma de remuneração ou correção. Somente poupar não basta. É preciso rentabilizar o dinheiro que você juntou. O investimento é tão importante quanto a poupança, pois todo o esforço de cortar gastos pode ser desperdiçado quando mal investido.
Ainda que a maioria das pessoas esteja acostumada a pesquisar e comparar preços de bens e serviços, isso nem sempre acontece quando o objetivo é escolher serviços financeiros. Portanto, se informe sobre os diversos tipos de aplicações que existem, o quanto rendem, seus riscos e veja qual é a melhor para seu perfil de investidor.


IMPORTANTE
O comentário acima é uma opinião com fins educacionais. Não é recomendação de investimento. A opinião é valida para a data em que o artigo foi publicado.
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