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POUPANÇA É MELHOR QUE CDB?

 

Entre as modalidades de investimento mais conhecidas pelo pequeno investidor estão a Caderneta de Poupança e o Certificado de Depósito Bancário, também conhecido como CDB. Qual dos dois é o melhor? Em ambos há vantagens e desvantagens. Vamos começar pela tradicional Poupança.


 
Vantagens e desvantagens da Poupança


            Na tradicional Caderneta você pode investir baixos valores, sacar quando quiser o dinheiro e não pagará imposto de renda nem taxa de administração. Mas a remuneração é muito baixa. Em 2014 rendeu 7,16%. Se descontada a inflação, a rentabilidade foi de apenas 0,71%. Em outras palavras: seu ganho real vai ser muito baixo.

A poupança é mais indicada para quem quer investir por um curto período de tempo (em torno de 12 meses) pequenas quantias. Detalhe importante: se você aplica na poupança, mesmo que o banco quebre, vai receber seu dinheiro de volta porque existe a garantia do Fundo Garantidor de Crédito. Essa associação sem fins lucrativos devolve até 250 mil por pessoa. 

 

Prós e contras do CDB


Quem tem sobrando algo em torno de cinco mil reais ou mais, e não vai precisar desse valor no curto prazo (até dois anos), deve pensar em outras modalidades de investimento que dão um retorno maior que o da Poupança. Um dos mais conhecidos no mercado é o CDB. O Certificado de Depósito Bancário é um título emitido pelos bancos.

No CDB, ao final da aplicação, você recebe o valor aplicado mais os juros. Via de regra, quanto maior o valor a ser aplicado, melhor o rendimento. Portanto, seja incisivo com o gerente de seu banco e tente negociar uma boa taxa de juros que a instituição terá de pagar para você. Caso contrário, procure outra instituição financeira para investir.

Os CDBs são divididos em dois grupos: pré e pós-fixados. No pré-fixado o investidor sabe no momento da compra do título quanto irá receber em juros. No pós-fixado a remuneração só será definida depois da data de vencimento do título. Existem também os que têm taxas flutuantes. Nesse caso, geralmente estão vinculados ao CDI, o Certificado de Depósito Interbancário, que atualmente rende ao ano mais de 12%, quase o dobro da Poupança.

 

CDB paga Imposto de Renda

Ao contrário do que ocorre na Poupança, no CDB há incidência do Imposto de Renda. Mas quanto mais tempo você deixar o dinheiro aplicado, menos imposto vai pagar. Não há taxa de administração e se a quantia ficar aplicada por mais de 30 dias, não será cobrado o Imposto sobre Operação Financeira (IOF).

De acordo com economistas, as variações que ocorrem com o CDB estão relacionadas à Selic, a taxa básica de juros. Se a taxa estiver alta, o rendimento também vai ser maior.

 

O risco do CDB


O risco de aplicar em um CDB é baixo, pois está associado à solidez do banco. O investidor só perde a aplicação caso a instituição vá à falência. Porém, o Fundo Garantidor de Crédito garante a devolução de até 250 mil reais.

Na próxima vez que for ao banco ou ligar para sua corretora, peça para um profissional especializado tirar todas as suas dúvidas e faça as contas. Dessa forma terá mais condições de tomar uma decisão de qualidade, que não prejudique seu bolso.

 

IMPORTANTE:

Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com

 
 
 
 
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TODO CUIDADO É POUCO COM O CHEQUE ESPECIAL

 

 

 
Uma reportagem publicada recentemente pelo jornal americano The New York Times afirmava que os juros de algumas linhas de crédito no Brasil “fariam um agiota americano sentir vergonha”, citando os dos cartões de crédito em mais de 240% ao ano e de 100% cobrados pelos empréstimos bancários.
                Os americanos não estão exagerando. Os juros do cheque especial subiram novamente em dezembro do ano passado e atingiram a marca de 200,6% em 2014. É o maior patamar desde fevereiro de 1999, quando ficou em 204,3% ao ano.
 
 
 
Fuja da tentação

 
Por isso é fundamental você fugir da tentação de usar o cheque especial, por mais que essa modalidade seja muito fácil de acessar. Caso esteja gastando mais do que ganha, especialistas em finanças afirmam que uma boa alternativa é tentar no banco alguma linha de crédito mais barata. É a famosa estratégia de trocar um juro caro por outro mais em conta.
Nesse caso, é importante verificar se seu orçamento mensal tem espaço para o pagamento da prestação assumida. Se não tiver e mesmo assim você quiser assumir o compromisso, a única saída será abrir mão de alguma outra despesa.
                Vá a sua agência bancária, converse com seu gerente ou com um profissional certificado, peça a ele para fazer os cálculos. Dessa forma você poderá tomar uma decisão mais qualificada.
 
Não se 'enforque' no cartão de crédito

 
Outro perigo que ronda o bolso do consumidor é o uso do cartão de crédito sem planejamento. Muitas pessoas compram no crédito e sem dinheiro para honrar o compromisso, decidem pagar somente o que for possível da fatura a cada mês, o crédito rotativo. Trata-se de uma alternativa simples e que não demanda nenhum esforço de pesquisa. O problema é que a taxa de juros do rotativo é muito alta, e em muitas instituições financeiras pode ser até maior do que a taxa do cheque especial.
                Se você está nessa situação também pode avaliar a possibilidade de um crédito pessoal com taxas mais em conta para pagar o cartão. Mas avalie bem antes, faça os cálculos e converse com um profissional de finanças para tomar uma decisão bem fundamentada e que não traga ainda mais problemas.
                Outra opção é avaliar se vale a pena utilizando o dinheiro proveniente da antecipação do Imposto de Renda, se for o seu caso.

 
Recorrer a familiares
 
Pagar a fatura total agora usando dinheiro emprestado de amigos ou familiares é uma ótima estratégia, afinal por mais que pague juros (se é que vai cobrado) você também não precisará se preocupar com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cujo valor foi reajustado.
O único problema é se a pessoa que pediu emprestado não pagar na data combinada. Nesse caso, ou poderá perder o amigo ou criar uma situação no mínimo constrangedora no ambiente familiar.
O melhor mesmo é se planejar, evitar compras por impulso e manter uma gestão eficiente do orçamento pessoal.
 
IMPORTANTE:

Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
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