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TENHO R$10 MIL SOBRANDO. EM QUE INVESTIR?



As pessoas que conseguiram poupar e juntar uma quantia em torno de 10 mil reais devem ter uma certeza: a Caderneta de Poupança não é um bom negócio caso queira deixar essa quantia aplicada por alguns anos.



Poupança deve ser evitada

A tradicional Poupança vai render em 2015 ano menos que a inflação, portanto a rentabilidade real de quem aplica 10 mil reais nessa modalidade será negativa. Especialistas em finanças orientam a quem tem esse dinheiro sobrando, e desde que não vá utilizá-lo no curto prazo, a investir em produtos financeiros atrelados aos juros.

CDBs do tipo ‘fidelidade’ pode ser uma boa alternativa
 
Por que não emprestar essa quantia ao banco? Uma alternativa são os Certificados de Depósito Bancários (CDBs). Os de bancos médios estão rendendo, em algumas instituições, quase 14% ao ano, quase o dobro da Poupança. É claro que o CDBs desconta Imposto de Renda (IR), mas mesmo assim, vale a pena avaliar. Convém lembrar que em bancos grandes a rentabilidade oferecida para é menor.

Fique atento ao CDI

Para obter bons resultados nos CDBs a melhor estratégia é pesquisar quais bancos pagam juro maior. Você estará fazendo um bom negócio quando obtiver uma rentabilidade que em torno de 100% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ou mais. O CDI é uma taxa muito parecida com a Selic e é usada entre as instituições financeira.

Fique de olho no Tesouro Direto

Os Títulos do Tesouro também são alternativas interessantes para quem pode deixar o dinheiro aplicado durante vários anos. Alguns como o “Tesouro IPCA+” proporcionam rentabilidade real, ou seja, repõem a perda com a inflação e ainda oferecem um rendimento que supera 6% ao ano. Por exemplo: se a inflação ao ano foi de 9%, o Título rende 9% mais 6%. Dessa forma o investidor está protegido da inflação.

A ‘família’ Títulos do Tesouro

Existem vários tipos de Títulos e o site do Tesouro Direto na Internet explica claramente a diferença entre eles. É importante lembrar que os Títulos Públicos também têm a incidência de IR e para receber a rentabilidade contratada o investidor tem de ficar com o Título até o fim do contrato, o que pode demorar anos.

Esse artigo serve apenas estimular o investir a buscar produtos mais adequados as suas necessidades. Antes de fazer qualquer investimento consulte um profissional especializado no assunto. Pergunte quais são os riscos envolvidos e peça uma simulação da rentabilidade. Dessa forma você terá mais condições de tomar uma decisão bem fundamentada.


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IMPORTANTE:
Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional. Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail: comportamentoedinheiro@gmail.com


Procure sempre um profissional certificado para obter recomendações de investimentos. Verifique se ele tem certificações como o CNPI (Certificado Nacional de Profissional de Investimento) ou CPA (Certificação Profissional Anbima).
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TRÊS DICAS PARA ENSINAR SEU FILHO A LIDAR COM DINHEIRO



As primeiras lições sobre como lidar com o dinheiro devem começar ainda na infância. As crianças precisam entender como são gerados os recursos financeiros da família, portanto, explique como cada pessoa consegue remuneração por seu trabalho. Dessa forma as ajudamos a entenderem a dinâmica de geração de recursos. Além disso, existem outras três dicas que vão colaborar para que os pequenos aprendam a lidar de forma saudável com o dinheiro.




Dê uma carteira a seu filho

Uma delas é dar uma carteira com moedas à criança, caso ela tenha mais de cinco anos. Para começar, que tal comprar junto com seu filho algo bem simples, como um picolé? Ensine que elas devem pagar e esperar o troco, se for o caso.

Faça cálculos junto com a criança

A segunda dica é: sempre combine antecipadamente com as crianças os cálculos para as compras. É a simulação de como funciona algo fundamental: o planejamento do orçamento. Antes de sair de casa detalhe o que irá comprar, onde vai pesquisar preços e qual a quantia a ser gasta.
Uma simples compra em supermercado pode se transformar em uma aula prática de finanças. Tenha o hábito de sempre carregar uma lista das compras, pois as crianças associam a lista às necessidades de consumo básico. 

A mesada é uma boa estratégia

Educar financeiramente uma criança é capacitá-la a fazer o melhor uso do dinheiro. Para isso é necessário muito treino. Entramos na terceira dica: a mesada, que pode atuar como um importante instrumento de educação, desde que não comprometa o orçamento familiar nem estimule o consumismo.
Entregar certa quantia mensal para o filho ou a filha e ensinar a fazer o gerenciamento desse dinheiro pode ser um bom estímulo para o aprendizado.
A mesada pode ser um meio, inclusive, para estimular a formação do hábito de poupança. Explique que se ele guardar toda vez um pouquinho da mesada, conseguirá no final de um tempo o dinheiro necessário para comprar um determinado brinquedo.

Atenção pais: peçam à escola para ensinar finanças

A escola também tem fundamental importância no ensino de finanças das crianças. Sempre que possível os professores devem simular experiências que levem os alunos a aprender noções sobre investimentos, juros, juros compostos e consumo consciente.
A educação financeira não precisar ser uma disciplina. Pode ser inserida em outras matérias obrigatórias. Caso os pais percebam que a instituição escolar não oferece esse tipo de ensino, nada impede que peçam à direção para que os professores incluam, sempre que possível, o estudo de finanças na sala de aula.





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POSSO FICAR RICO SÓ COM INVESTIMENTOS?


 

 

Muitas pessoas se questionam se é possível conquistar uma vida financeira confortável apenas investindo o dinheiro nas aplicações disponíveis para pessoas físicas. A resposta depende de uma série de variáveis como o quanto você consegue economizar mensalmente, a rentabilidade do capital investido e a quantia que você gasta.

 

 

Quanto preciso economizar?

 

 

Quem aplica mensalmente mil ou dois mil reais por 10 ou 15 anos e consegue um retorno mensal dessas aplicações a uma taxa superior a 1% vai conseguir formar um bom capital nesse período desde que reinvista todo o ganho com os investimentos. Claro que se a pessoa passar a usar parte desse dinheiro para levar uma vida de alto padrão, a economia não será suficiente.

É importante ressaltar também que, se o capital poupado for investido em aplicações como a Caderneta de Poupança, que rende igual ou menos que a inflação, não haverá ganhos no longo prazo e todo o esforço vai por água abaixo.

 

 

O exemplo de Barsi

 
 

Existem pessoas que recorrem a investimentos de riscos como a Bolsa de Valores e por saberem gerenciá-los conseguem ter alta rentabilidade com suas aplicações. Exemplo disso é o investidor brasileiro Luiz Barsi Filho. Ele começou a carreira como engraxate e aos 76 anos é um dos maiores investidores pessoa física da Bovespa com um capital que supera um bilhão de reais.

Barsi parou de trabalhar aos 50 anos.

 

 

As lições de Barsi

 

Para acumular tanto dinheiro, o investidor estudou, se planejou, teve disciplina e paciência para aplicar sistematicamente seu dinheiro em empresas com bons fundamentos financeiros na Bolsa de Valores. Ele teve o comportamento de um investidor sensato, experiente e consciente dos movimentos do mercado, que, às vezes, erra, mas  não se deixa levar pela histeria das crises.

 

 

A estratégia do grande investidor

 

Luiz Barsi aplica seu dinheiro em ações de empresas que pagam bons  dividendos (parte do lucro de uma companhia que é dividida entre os acionistas) e  tem foco no longo prazo.

É um milionário de vida discreta. Nada de helicópteros ou mansões. Ele usa o metrô para ir de sua casa até o centro de São Paulo, onde tem um escritório.

O megainvestidor brasileiro é um grande exemplo e seus ensinamentos devem ser lembrados por todos aqueles que desejam atingir a independência financeira, seja através do mercado de ações, ou de outros tipos de investimentos.      
 
         


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COME-COTA: SIM, ELE COME PARTE DE SEUS RENDIMENTOS



 

O nome pode parecer engraçado, mas certamente seu bolso não acha nada divertido. Estamos falando do chamado come-cota, um instrumento legal utilizado pelo governo para cobrar Imposto de Renda (IR) de fundos de investimento classificados como de longo prazo ou de curto prazo, como os de renda fixa e os multimercados. A regra não é aplicada, por exemplo, aos fundos de ações.

 

O que é o come-cotas?
 

Novos investidores, que ainda não conhecem as regras de tributação, geralmente se surpreendem com a primeira cobrança ao lerem o relatório de rentabilidade. O motivo é que todos os meses de maio e novembro o governo federal abocanha uma parte de tudo que o cotista ganhou de juros nos últimos seis meses de investimento. Em outras palavras é um sistema de antecipação de imposto de renda que obedece às exigências da Receita Federal. Portanto, antes de aplicar em um Fundo, pergunte se terá cobrança de come-cota.

 

Por que come-cotas?

 

Quando alguém aplica em um fundo está na verdade comprando cotas deste fundo, partes dele. O nome come-cotas se deve ao fato de que o pagamento de IR é feito, primeiramente, em cotas. Ou seja, quando ocorre o desconto do imposto, a quantidade de cotas que o investidor tem naquele fundo diminui.

Para quem investe no longo prazo (cinco, dez anos) a perda pode ser significativa, pois ao ter de pagar antecipado o IR, o potencial dos juros compostos é reduzido. E lembre-se ainda que o Fundo vai cobrar também taxa de administração. Em síntese, a rentabilidade bruta terá de ser muito boa para, após a cobrança de taxas e impostos, você ter um rendimento maior que a inflação anual.

 

Eles não têm come-cotas

 

Quem investe em CDB, LCI, LCA, Caderneta de Poupança não sofre a tributação do come-cotas nem paga taxa de administração. Não estamos dizendo que você deve aplicar nessas modalidades, mas apenas esclarecendo que vale a pena pedir ao especialista que lhe assessora em seus investimentos para que faça os cálculos e veja qual é a aplicação que melhor se adequa a seus objetivos levando em consideração o risco e o tempo que quer ficar com o dinheiro investido. Nessas horas a calculadora e as simulações são seus melhores amigos.

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COM MEDO DA INFLAÇÃO? VEJA ONDE SE PROTEGER


 

 

A imprensa divulgou com amplo destaque que no primeiro semestre de 2015 a inflação ficou em 6,17%. Esse é o maior resultado para o período desde 2003. A pergunta é: nesse cenário, como se proteger da inflação?

Uma das estratégias é aplicar seu dinheiro em investimentos que tenham, de forma direta ou indireta, vínculo com a taxa básica de juros da nossa economia, a Selic. Entre eles estão: Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Agrícola (LCA), Letra de Crédito Imobiliário (LCI).

 

 

Por que aplicar em CBD ou LCI?

 

O CDB, a LCI e a LCA pós-fixados têm a remuneração com base em uma taxa chamada de CDI, usada nas transações entre os bancos. O CDI sobe toda vez que a Selic aumenta e as duas têm um percentual parecido.

As Letras de Crédito Imobiliário e Agrícola de bancos médios estão rendendo, em alguns casos, mais de 13% ao ano. A grande vantagem das LCIs sobre os CDBs é que não pagam Imposto de Renda (IR) e são produtos de baixo risco. Existem boatos de que o governo federal cobraria sobre elas IR mas até agora nenhuma medida concreta existe nesse sentido. 

 

 

A melhor estratégia

 

Para obter bons resultados nos CDBs e nas Letras de Crédito, seja agrícola ou imobiliário, a melhor estratégia é pesquisar quais bancos pagam juro maior. Você estará fazendo um bom negócio quando obtiver uma rentabilidade que em torno de 100% do CDI ou mais.

Geralmente os grandes bancos pagam em torno de 80% do CDI. Instituições financeiras de porte médio, e de maior risco, estão pagando acima de 100%.

 

 

Fique atento às taxas

 

             O Certificado de Depósito Bancário e as Letras de Crédito têm garantia do Fundo Garantidor de Crédito, ou seja, se o banco que emitiu esses papéis quebrar, o investidor terá o dinheiro devolvido. Essa regra vale para depósito de até 250 mil reais.

                E não esqueça: antes de fazer qualquer investimento sempre consulte um profissional especializado no assunto. Pergunte quais são os riscos envolvidos e peça uma simulação da rentabilidade. Dessa forma você terá mais condições de tomar uma decisão bem fundamentada.



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OS QUATRO ERROS MAIS COMUNS NA HORA DE INVESTIR


 



Você faz um esforço enorme para juntar dinheiro com o objetivo de realizar algum sonho: fazer um curso, comprar um imóvel, viajar, trocar de carro. Ao acumular certa quantia surge outro desafio: em que investir? Isso vai depender do seu perfil, do valor a ser aplicado e do tempo que dispõe para ficar com o dinheiro investido. O que é crucial nesse momento é evitar alguns erros que muitos investidores cometem.

 


A zona de conforto da Caderneta de Poupança

 

O erro mais frequente de quem começa a poupar dinheiro, mas não tem interesse em se informar sobre investimentos é aplicar toda a quantia que tem na Poupança. Ela é fácil de entender, simples e segura. O problema é que a rentabilidade é muito baixa e nem sempre repõe a perda com a inflação. Só para dar um exemplo, a Letra de Crédito Imobiliário, conhecida como LCI, também é segura como a Caderneta e não tem incidência de Imposto de Renda. A diferença é que rende bem mais. Em algumas instituições financeiras possibilita rentabilidade superior a 13% ao ano, enquanto a Poupança rende em torno de 7% em 12 meses.

 


Confiar nas dicas de outras pessoas

 

Outra falha é confiar na "grande dica" de um conhecido ou amigo. Sabe aquela pessoa que diz "estou ganhando dinheiro com isso, investe que não tem erro"? Pois bem, desconfie e procure se informar com profissionais qualificados e certificados.

Outra dica: na frente de seu gerente de banco, assessor de investimento ou consultor, procure ter uma atitude questionadora. Não aceite passivamente os produtos que são oferecidos. Sempre pergunte: o quanto isso vai me render após os descontos de impostos e taxas? É um retorno acima da inflação? 

 


Querer se tornar rico rapidamente

 

Um terceiro erro comum é ser imediatista e querer enriquecer rapidamente. O problema desse comportamento é que a pessoa vai se arriscar muito e pode perder a capacidade de desconfiar frente a uma promessa de rentabilidade extraordinária. São pessoas que acabam caindo em golpes como pirâmides financeiras, fraudes ou estelionato.

Outras vão colocar todo o dinheiro na Bolsa de Valores e especular com operações de curto prazo. Especular é para profissionais e quem faz isso sem um curso e sem ter experiência corre um alto risco de perder muito dinheiro rapidamente.

 
 

Não valorizar a educação financeira

 

Para finalizar, o quarto erro é desprezar a importância da educação financeira. Obter conhecimento nessa área não significa que você terá de aprender matemática financeira ou perder horas e horas de estudo. O objetivo é ser um usuário de produtos financeiros, portanto é importante saber o básico daquilo que pretende investir, como os riscos, as vantagens e desvantagens, se é adequado ao seu perfil e ao horizonte de tempo que tem para deixar o dinheiro aplicado.

Se quiser comprar produtos de alto risco, aí sim é aconselhável fazer um curso rápido. Lembre-se sempre que é preferível investir R$ 500 ou mil reais em um curso do que perder R$ 5 mil, R$ 10 mil em um investimento por desconhecer seus riscos.

 
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VALE A PENA ANTECIPAR A RESTITUIÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA?




Chega o mês de junho e a Receita Federal começa a liberar a restituição do Imposto de Renda. A ordem de pagamento dá prioridade a idosos e portadores de deficiência física ou mental. Em seguida, vale a regra: quem enviou a declaração antes, recebe primeiro.

Se você não estiver nesse primeiro lote, uma alternativa é antecipar a restituição do IR, operação oferecida pela maioria dos bancos. A linha de crédito é similar ao crédito consignado. Assim que a restituição entra na conta bancária informada pelo contribuinte, o pagamento é feito ao banco.
 
 

Antes de contratar a operação


Mas antes de contratar este tipo de operação, no entanto, o consumidor deve prestar atenção às taxas de juro cobradas para liberar o dinheiro, que varia de banco para banco. Além disso, apesar dessa linha geralmente possuir juros menores que os de outras modalidades de empréstimo, é preciso ficar de olho no Custo Efetivo Total da operação.

 

De olho na malha fina


Existe ainda um ponto crucial ao solicitar o crédito: a antecipação significa que o contribuinte irá pegar um dinheiro que lhe pertence, mas ainda não foi processado pela Receita Federal. Caso o contribuinte caia na malha fina, terá de arcar com a dívida do valor que foi antecipado.

Por isso, fique atento a informações sobre possíveis custos adicionais e juros que serão cobrados enquanto a restituição não sair.


 

Casos em que vale a pena


Tomados esses cuidados é fundamental também saber em quais casos vale a pena antecipar.

Um deles é quando o contribuinte estiver precisando com urgência do dinheiro. Especialistas em finanças afirmam que para quem está endividado e pagando altas taxas de juro, é vantajoso fazer a antecipação para reduzir ou quitar a dívida.

 

Pesquise antes

 
É aconselhável ainda que o contribuinte faça uma pesquisa antes de solicitar o crédito. A disputa pelos clientes é tão grande que as taxas cobradas variam muito entre as instituições financeiras. Especialistas orientam fazer a primeira pesquisa pela internet e só depois ir à agência negociar direto com o banco.



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QUERO FINANCIAR UM IMÓVEL: O QUE OBSERVAR?





Milhares de brasileiros se fazem a pergunta do título desse artigo. A compra de um imóvel com os juros em alta requer muitos questionamentos por parte do interessado, simulações para saber se, de fato, as parcelas cabem no orçamento, e planejamento para pagar a dívida.


Juros mais altos requerem atenção


Pesquisa da Proteste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, mostra que as taxas do sistema financeiro de habitação variavam entre 8,7% e 9,8% em março de 2015. Dois meses depois subiram para a faixa entre 9% e 11% ao ano. Já no sistema financeiro imobiliário, o percentual, que variava entre 9,4% e 11%, passou para o intervalo de 10,3% a 11,6% ao ano.

A única taxa que não mudou foi a do programa Minha Casa Minha Vida, que ficou 6,86% ao ano.


Tente negociar


Os juros mais altos obrigam o consumidor a negociar. Sabendo que as taxas mudam conforme o banco e o grau de relacionamento entre o cliente e o banco, especialistas em finanças orientam que vale a pena pedir um juro mais em conta. A redução pode até ser pequena, mas lembre-se que no longo prazo, fará uma enorme diferença.  Se for o caso, abra uma conta-corrente no banco, ou conta-salário, e busque um juro menor para adquirir o imóvel financiado.


O famoso custo efetivo total


É claro que não basta olhar apenas a taxa. Além disso, é preciso também prestar atenção no custo efetivo total do empréstimo (CET). Isso inclui cobranças administrativas e seguros, além dos juros. O CET é que vai mostrar realmente o quanto a pessoa vai gastar. É em função disso que você deve fazer as contas e simulações para verificar se o financiamento cabe em seu orçamento mensal.



A melhor estratégia


Na atual situação econômica comprometer 30 ou 35 anos da renda familiar com o pagamento de uma dívida grande é um negócio arriscado e exige muito cuidado. Comprar imóvel financiado não significa exatamente conquistar um bem, mas adquirir uma dívida. O imóvel só será efetivamente seu quando a dívida for paga.

Por isso a melhor estratégia é pagar à vista, mesmo que para isso a demora seja de muitos anos economizando e investindo corretamente o dinheiro (em aplicações com rentabilidade superior à inflação e de baixo risco) até juntar o montante necessário. Quem quiser seguir esse plano não tem outro jeito: é necessário disciplina e paciência no longo prazo.

Mas nem todo mundo pode esperar. Um imóvel é o bem mais caro que as pessoas costumam comprar, e que, no Brasil, só se adquire uma ou no máximo duas vezes na vida. Portanto, a decisão da compra não pode ser tomada em um fim de semana. É necessário planejamento com meses de antecedência.



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TAXA DE ADMINISTRAÇÃO PODE SER O VILÃO DOS FUNDOS






Responda rápido: quando você escolhe um fundo de investimento para aplicação o que você olha primeiro? Muitos respondem que verificam a rentabilidade. Normal, até porque com a inflação alta é importante saber se vai render acima do índice de preços oficial do governo. O problema é que muita gente não verifica também a tal da taxa de administração.

 
 

A importância de olhar a taxa de administração


Parece só um detalhe a mais, mas não é. Afinal essa taxa pode ser um fator decisivo na rentabilidade líquida (após os descontos de impostos e taxas) de um Fundo. E ela pode estar reduzindo os seus ganhos.

Especialistas em finanças afirmam que essa cobrança não deve ser muito maior que 1%.

Se você aplica nessa modalidade de investimento, olhe nos relatórios quanto está pagando de taxa de administração. É provável que em alguns casos, o valor seja bem mais alto do que você pensa.

 

Consultamos as taxas
 

            Consultamos alguns Fundos oferecidos por um dos maiores bancos do mercado. É impressionante. Algumas taxas de administração chegam a descontar quase 4% da rentabilidade bruta anual. Nesse cenário surge a pergunta: não seria melhor outra modalidade de investimento como as Letras de Crédito Imobiliário que não cobram Imposto de Renda nem taxa de administração e algumas estão rendendo mais do que 12% ao ano?

 

 

Faça pesquisas
 

A taxa de administração é importante porque remunera os serviços necessários para o funcionamento do Fundo. Mas o consumidor de produtos financeiro tem de pensar em seu bolso. É claro que o valor dessa taxa varia de instituição para instituição e também depende da classe do Fundo: normalmente, os de Renda Fixa têm taxas mais baixas do que os de Ações.

Se o Fundo tiver um alto rendimento, nada impede que o percentual seja alto. O importante é você saber bem no que está investindo, procurar conhecer os riscos envolvidos e se, após os descontos de taxas e impostos, vai ter uma rentabilidade bem maior do que a inflação anual.

Lembre-se também que a rentabilidade divulgada por um Fundo já é liquida de taxa de administração. Para saber qual a taxa, consulte os prospectos, que constam nos relatórios de rentabilidade de sites de bancos.


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