Em meio às
dezenas de aplicações financeiras, ela é a mais jovem, foi criada no começo do
ano passado. O nome é estranho para quem não está acostumado aos jargões do
mercado financeiro: Certificado de Operações Estruturadas, ou COE, como é mais
conhecido. Essa modalidade combina algumas características de investimentos
conservadores com as de aplicações um pouco mais arriscadas em um só produto.
Vantagens de investir em COE
Esses
Certificados consistem em estratégias que combinam diferentes ativos para
proteger o capital do investidor de perdas em cenários econômicos adversos.
São, em outras palavras, operações de capital protegido, em que o investidor
tem uma perda limitada – ou nula – em um cenário desfavorável.
Um exemplo de
como isso funciona é o COE oferecido por um dos grandes bancos do mercado. O
título dessa instituição é vinculado ao índice de inflação IPCA e busca uma
rentabilidade acima das aplicações tradicionais da renda fixa, como CDBs. No
vencimento desse COE, o cliente recebe 191% do IPCA ao ano (em 2014 o IPCA foi
de 6,41%). O investidor que o compra, portanto, acredita que a inflação vai
continuar subindo. Se a inflação cair abaixo de 5,50% ao ano, o investidor
recebe 236% do IPCA.
Mas há diversos
outros tipos de COEs no mercado, com regras diferentes de remuneração.
Uma das vantagens é a ausência de taxas
de administração (cobrada pelos Fundos de Investimento) e do famoso come-cotas
(cobrança semestral feita por alguns tipos de Fundos).
Desvantagens do COE
Como todo
investimento, também existem desvantagens e riscos. Os COEs normalmente são
oferecidos pelos bancos aos investidores pessoa física de alta renda, como
aqueles dos segmentos “private”, pois demandam que o investidor tenha recursos
e boa compreensão dos riscos.
A pessoa que
quiser investir tem de ter consciência do risco de crédito, que é da
instituição financeira. Se o banco emissor quebrar, o investidor não será
ressarcido como ocorre nos investimentos em CDBs, Letras de Crédito Imobiliário
e Poupança, que contam com garantia do Fundo Garantir de Crédito. Portanto,
avalie a saúde financeira do banco antes de aplicar.
Impostos de Renda
O investidor
deve estar ciente também que o Certificado de Operações Estruturadas é
tributado pelo Imposto de Renda. Se ficar um período maior do que dois anos,
irá pagar 15% de imposto sobre o lucro da operação.
Em época de juros e inflação em alta,
não custa se informar mais sobre os riscos e as regras desse tipo de
investimento com um profissional capacitado. Pode ser a oportunidade para
rentabilizar melhor seu capital.
IMPORTANTE:
Este artigo jornalístico não é
recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas
ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com
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