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VOCÊ SABIA QUE PODE INVESTIR EM LETRAS?

Nem todo mundo sabe, mas é possível investir em letras. Esse tipo de aplicação nada tem a ver com os símbolos dos sons que formam as palavras. Em termos de investimentos, letras são títulos emitidos por instituições financeiras ou governos com o objetivo de captar dinheiro e que, em contrapartida, oferecem uma rentabilidade ao comprador.
Existem vários tipos e alguns têm rendimento superior ao da Caderneta de Poupança.

Letra de Crédito do Agronegócio
A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) é um título emitido por instituições financeiras, públicas e privadas. Quem aplica em LCA contribui para incentivar o setor agropecuário.
A grande vantagem é que é um produto isento de imposto de renda e considerado de baixo risco, portanto, indicado aos mais conservadores. Este ano teve rendimento mensal maior que o da Caderneta de Poupança.
Uma dica: na hora de investir, pergunte qual o percentual do CDI que será oferecido sobre o capital aplicado. Quanto mais se aproximar de 100%, melhor.
É preciso ficar atento porque alguns bancos e corretoras de valores só a oferecem a grandes investidores. Outro detalhe é o valor mínimo inicial na aplicação: muitas instituições exigem pelo menos 30 mil reais.
Não é indicada para quem precisa sacar o dinheiro no curto prazo, porque não é possível resgatar a quantia aplicada antes do prazo combinado no título.
Letra de Crédito Imobiliário
São títulos vinculados ao crédito imobiliário. Esse tipo de investimento tem por objetivo incentivar esse setor no país. É indicado para investidores conservadores, que não precisam do dinheiro no curto prazo.
Se você aplica em LCA ou LCI, mesmo que a instituição financeira que a emitiu quebre, vai receber seu dinheiro de volta porque existe a garantia do Fundo Garantidor de Crédito. Essa associação privada sem fins lucrativos devolve até 250 mil por CPF. Em resumo: é uma aplicação de baixo risco.
Outros tipos de letras
Existem também as Letras Hipotecárias, Letras de Câmbio e os títulos públicos: Letras Financeiras do Tesouro e Letras do Tesouro Nacional. Vamos abordar cada uma delas em outros artigos.
Na próxima vez que você for ao banco, não custa perguntar se é oferecida LCI ou LCA, quais são as condições, as características e os riscos delas.
                Lembre-se que, quando o assunto é investimento, o importante é você obter uma rentabilidade mais alta que a inflação. Só assim conseguirá um ganho real em suas aplicações.



IMPORTANTE:

Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com

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OS ADOLESCENTES E AS FINANÇAS

Se você tem filhos adolescentes já parou para pensar que, dentro de poucos anos, eles vão se tornar independentes e que precisarão ser maduros o suficiente para cuidar sozinhos da vida financeira?

Se eles ainda estão naquela fase acomodada de não ter a preocupação de pensar em dinheiro, este é o momento de criar algumas regras para que possam dar o real valor ao dinheiro.




Comece agora

Conforme a criança cresce e entra na fase adolescente, se a escola não possuir disciplina de educação financeira, procure passar para seu filho os conceitos financeiros que estão no dia a dia de qualquer pessoa: o que é a Caderneta de Poupança, a importância de poupar, como equilibrar o orçamento doméstico, como a inflação corrompe o poder de compra, os juros que incidem nas compras a prazo.

Vale a pena dar mesada?

Mesmo assim, só a teoria não basta. É preciso ir para a aula prática. E, nesse sentido, a mesada pode ajudar. Esse é o nome dado a um valor acordado entre pais e filhos a ser entregue regularmente para que os filhos aprendam a lidar com dinheiro com uma certa independência. Note que não é independência total. Os especialistas no assunto afirmam que a mesada é um instrumento de educação financeira, mas por si só, ela não ensina nada. Junto com a mesada, os pais têm que dar orientação.

Regras da mesada

A partir dos 12 anos o adolescente já pode receber mesada mensalmente. O valor pode ser dado no mesmo dia em que os pais recebem o salário.

É por meio da mesada que eles vão experimentar as situações típicas da vida adulta. A mesada pode ser uma boa ferramenta para que o jovem faça o controle das despesas, desde que sejam colocadas algumas condições. A primeira delas é não ceder aos pedidos de adiantamento quando o dinheiro não for suficiente para suprir as necessidades do adolescente. Caso contrário, seu filho pode acabar ficando mal acostumado.

Outra boa dica é estabelecer uma série de gastos fixos que vão ficar por conta da mesada dele, para que o dinheiro não seja usado somente com o lazer. Itens de higiene pessoal, reposição de material escolar, meias, roupas íntimas, entre outros pequenos gastos podem fazer parte das responsabilidades da mesada.


Mostre como funciona o orçamento de casa

Quando o jovem estiver chegando à idade adulta, tente montar um orçamento doméstico junto com ele. Isso significa fazer uma previsão dos gastos e ganhos e, no final do mês, comparar o orçado com o realizado. Muitos erros serão cometidos. Mas, ao tentar e errar, o aprendizado será enorme.

Com essas lições financeiras seu filho ou filha se tornará um adulto mais consciente dos riscos e oportunidades que surgem no mundo das finanças pessoais.


Leonel Lacerda é jornalista especialista em mercado de capitais e autor do blog Comportamento e Dinheiro. O comentário não é recomendação de investimento.
E-mail para contato: leoneldiaslacerda@gmail.com
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CDB: O QUE VOCÊ PRECISA SABER



Imagine a situação: você vai à agência bancária e o seu gerente oferece um CDB para aplicar o dinheiro que está na conta-corrente. As primeiras perguntas que surgem são: o que será isso e quanto rende? Quais os riscos e taxas dessa modalidade?





O que é um CDB ?

O significado da sigla é Certificado de Depósito Bancário. É um título que paga, em períodos definidos, uma remuneração ao investidor. Quando uma pessoa aplica em um CDB está emprestando dinheiro para quem emitiu o título, o banco. Os juros cobrados nesse "empréstimo" à instituição financeira serão o rendimento do investidor.

CDB pré ou pós?

Existem dois tipos. Ao investir em um CDB pré-fixado, o cliente acorda com o banco uma taxa fixa para rentabilizar a aplicação e sabe, no momento da compra do título, quanto irá receber em juros.  

Já em um pós-fixado, a negociação é em cima de um indexador, geralmente o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e a remuneração só será definida depois da data de vencimento do título.

Fique atento: se for investir na modalidade pós-fixada, negocie um valor que se aproxime ao máximo de 100% do CDI. Por exemplo: em junho o CDI ficou em 0,82%. Um CDB pós-fixado que rendesse 100% do CDI, teria rentabilidade bruta mensal de 0,82%, um pouco acima da Caderneta de Poupança, que ofereceu um retorno de 0,55%.

A estratégia correta

Conseguir uma remuneração de 100% do CDI em CDBs de grandes bancos não é nada fácil. O investimento nestas instituições geralmente requer aportes iniciais altos ou a permanência por um longo período para que o cliente consiga uma remuneração vantajosa. Por isso é importante pesquisar em diferentes bancos qual percentual do CDI a instituição está oferecendo. Se for muito baixo, procure outras modalidades de investimento mais atrativas.

Riscos do CDB

O principal risco de um CDB é o banco quebrar e não honrar o compromisso feito com o cliente. A grande vantagem, no entanto, é que o investimento em CDB é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito, até o limite de R$ 250 mil. O Fundo Garantidor é uma associação sem fins lucrativos formada por instituições financeiras.


Fique atento à tributação

É importante ter uma boa rentabilidade bruta no CDB porque esse tipo de título sofre tributação sobre o ganho obtido. Dependendo do tempo da aplicação, o Imposto de Renda (IR) varia de 22,5% a 15%.

O ideal é aplicar por um período maior que 720 dias porque incidirá a menor alíquota de IR.




Leonel Lacerda é jornalista especialista em mercado de capitais e autor do blog Comportamento e Dinheiro. O comentário não é recomendação de investimento.

E-mail para contato: leoneldiaslacerda@gmail.com
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BOLSA DE VALORES É UM BOM NEGÓCIO?



Investir em ações de empresas pode ser um bom negócio no longo prazo, mas para isso é preciso que o investidor tome alguns cuidados. Entre eles, saber se tem perfil para assumir riscos, não colocar todo o dinheiro na Bolsa, comprar ações de companhias com boa gestão e que deem lucro.    

 
 

Você tem perfil para investir na Bolsa?


Antes de investir é preciso que você responda a pergunta: tenho perfil para aplicar meu dinheiro na Bolsa? Quem quer aplicar nessa modalidade deve ter consciência que o preço de uma ação sobe e desce todos os dias. Portanto, a quantia aplicada também vai aumentar ou diminuir conforme o desempenho do ativo.


Por isso, o investidor deve ter sangue frio quando vir seu capital encolhendo e controlar a euforia quando obtiver ganhos expressivos com a alta de uma empresa.


Na Internet você vai encontrar vários sites onde poderá fazer testes para saber seu perfil. Se for conservador, o melhor é ficar com investimentos da renda fixa (CDB, Títulos do Tesouro, Fundos de Renda Fixa, entre outros) ou a tradicional Caderneta de Poupança.

 

Por que a Bolsa pode ser um bom negócio?


Geralmente as corretoras de valores não exigem um capital mínimo para investir. Mas o bom é começar com uma quantia, de pelo menos, 5 mil reais. Com esse valor poderá montar uma carteira, ou seja, comprar ações de mais de uma companhia.


Especialistas no assunto dizem que a pessoa que tem um pequeno capital deve comprar ações de empresas com boa gestão, bons fundamentos financeiros e manter esses papéis por vários anos. Só depois disso deve vender. Quem comprou, por exemplo, ações da Ambev, companhia conhecida por sua boa gestão, em 2005 por R$ 2 e ainda não as vendeu, registra um lucro de cerca 840% (atualmente as ações valem R$ 19,40).

Estatisticamente, no longo prazo, o investimento em ações é o que mais traz boa rentabilidade.

Outra vantagem é a isenção de imposto de renda quando a soma das vendas mensais de ações for inferiores a R$ 20 mil.

 


Mas atenção: existe alto risco no investimento em ações

 
Mas o investimento em ações têm vários riscos associados. Se a empresa não tiver bom desempenho, o lucro poderá ser pequeno ou até mesmo se tornar um prejuízo. Quem comprou ações preferenciais da Petrobras em 2010 está com perdas, pois o preço do ativo caiu de 30 reais naquela época para a casa dos 11 reais atualmente.


Portanto, o investidor deve saber que uma empresa está exposta a riscos (variação da taxa de juros, câmbio, consumo, inflação, cenário internacional, dívida da companhia, produção, etc) que vão impactar o preço da ação da companhia para cima ou para baixo.

 


Gerenciar o risco é fundamental


Para evitar perder dinheiro, o pequeno investidor deve seguir duas regras simples: não investir todo seu capital na Bolsa de Valores e o dinheiro destinado a comprar ações deve ser distribuído na aquisição de papéis de diferentes empresas, a chamada diversificação, que ajuda a diminuir riscos.


Existem pessoas com um capital maior que fazem as chamadas operações de curto prazo: compram um ativo hoje e vendem dentro de algumas semanas com uma pequena margem de lucro. Esses investidores são chamados de traders. Se você quiser ser um deles, é aconselhável que faça um curso de análise gráfica de ações e gerenciamento de risco na Bolsa.

Novatos só devem operar no curto prazo depois de muito aprendizado.

 



IMPORTANTE:

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