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COME-COTA: SIM, ELE COME PARTE DE SEUS RENDIMENTOS



 

O nome pode parecer engraçado, mas certamente seu bolso não acha nada divertido. Estamos falando do chamado come-cota, um instrumento legal utilizado pelo governo para cobrar Imposto de Renda (IR) de fundos de investimento classificados como de longo prazo ou de curto prazo, como os de renda fixa e os multimercados. A regra não é aplicada, por exemplo, aos fundos de ações.

 

O que é o come-cotas?
 

Novos investidores, que ainda não conhecem as regras de tributação, geralmente se surpreendem com a primeira cobrança ao lerem o relatório de rentabilidade. O motivo é que todos os meses de maio e novembro o governo federal abocanha uma parte de tudo que o cotista ganhou de juros nos últimos seis meses de investimento. Em outras palavras é um sistema de antecipação de imposto de renda que obedece às exigências da Receita Federal. Portanto, antes de aplicar em um Fundo, pergunte se terá cobrança de come-cota.

 

Por que come-cotas?

 

Quando alguém aplica em um fundo está na verdade comprando cotas deste fundo, partes dele. O nome come-cotas se deve ao fato de que o pagamento de IR é feito, primeiramente, em cotas. Ou seja, quando ocorre o desconto do imposto, a quantidade de cotas que o investidor tem naquele fundo diminui.

Para quem investe no longo prazo (cinco, dez anos) a perda pode ser significativa, pois ao ter de pagar antecipado o IR, o potencial dos juros compostos é reduzido. E lembre-se ainda que o Fundo vai cobrar também taxa de administração. Em síntese, a rentabilidade bruta terá de ser muito boa para, após a cobrança de taxas e impostos, você ter um rendimento maior que a inflação anual.

 

Eles não têm come-cotas

 

Quem investe em CDB, LCI, LCA, Caderneta de Poupança não sofre a tributação do come-cotas nem paga taxa de administração. Não estamos dizendo que você deve aplicar nessas modalidades, mas apenas esclarecendo que vale a pena pedir ao especialista que lhe assessora em seus investimentos para que faça os cálculos e veja qual é a aplicação que melhor se adequa a seus objetivos levando em consideração o risco e o tempo que quer ficar com o dinheiro investido. Nessas horas a calculadora e as simulações são seus melhores amigos.

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IMPORTANTE:

Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional. Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail: comportamentoedinheiro@gmail.com


Procure sempre um profissional certificado para obter recomendações de investimentos. Verifique se ele tem certificações como o CNPI (Certificado Nacional de Profissional de Investimento) ou CPA (Certificação Profissional Anbima).
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COM MEDO DA INFLAÇÃO? VEJA ONDE SE PROTEGER


 

 

A imprensa divulgou com amplo destaque que no primeiro semestre de 2015 a inflação ficou em 6,17%. Esse é o maior resultado para o período desde 2003. A pergunta é: nesse cenário, como se proteger da inflação?

Uma das estratégias é aplicar seu dinheiro em investimentos que tenham, de forma direta ou indireta, vínculo com a taxa básica de juros da nossa economia, a Selic. Entre eles estão: Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Agrícola (LCA), Letra de Crédito Imobiliário (LCI).

 

 

Por que aplicar em CBD ou LCI?

 

O CDB, a LCI e a LCA pós-fixados têm a remuneração com base em uma taxa chamada de CDI, usada nas transações entre os bancos. O CDI sobe toda vez que a Selic aumenta e as duas têm um percentual parecido.

As Letras de Crédito Imobiliário e Agrícola de bancos médios estão rendendo, em alguns casos, mais de 13% ao ano. A grande vantagem das LCIs sobre os CDBs é que não pagam Imposto de Renda (IR) e são produtos de baixo risco. Existem boatos de que o governo federal cobraria sobre elas IR mas até agora nenhuma medida concreta existe nesse sentido. 

 

 

A melhor estratégia

 

Para obter bons resultados nos CDBs e nas Letras de Crédito, seja agrícola ou imobiliário, a melhor estratégia é pesquisar quais bancos pagam juro maior. Você estará fazendo um bom negócio quando obtiver uma rentabilidade que em torno de 100% do CDI ou mais.

Geralmente os grandes bancos pagam em torno de 80% do CDI. Instituições financeiras de porte médio, e de maior risco, estão pagando acima de 100%.

 

 

Fique atento às taxas

 

             O Certificado de Depósito Bancário e as Letras de Crédito têm garantia do Fundo Garantidor de Crédito, ou seja, se o banco que emitiu esses papéis quebrar, o investidor terá o dinheiro devolvido. Essa regra vale para depósito de até 250 mil reais.

                E não esqueça: antes de fazer qualquer investimento sempre consulte um profissional especializado no assunto. Pergunte quais são os riscos envolvidos e peça uma simulação da rentabilidade. Dessa forma você terá mais condições de tomar uma decisão bem fundamentada.



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Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional. Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail: comportamentoedinheiro@gmail.com

 
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OS QUATRO ERROS MAIS COMUNS NA HORA DE INVESTIR


 



Você faz um esforço enorme para juntar dinheiro com o objetivo de realizar algum sonho: fazer um curso, comprar um imóvel, viajar, trocar de carro. Ao acumular certa quantia surge outro desafio: em que investir? Isso vai depender do seu perfil, do valor a ser aplicado e do tempo que dispõe para ficar com o dinheiro investido. O que é crucial nesse momento é evitar alguns erros que muitos investidores cometem.

 


A zona de conforto da Caderneta de Poupança

 

O erro mais frequente de quem começa a poupar dinheiro, mas não tem interesse em se informar sobre investimentos é aplicar toda a quantia que tem na Poupança. Ela é fácil de entender, simples e segura. O problema é que a rentabilidade é muito baixa e nem sempre repõe a perda com a inflação. Só para dar um exemplo, a Letra de Crédito Imobiliário, conhecida como LCI, também é segura como a Caderneta e não tem incidência de Imposto de Renda. A diferença é que rende bem mais. Em algumas instituições financeiras possibilita rentabilidade superior a 13% ao ano, enquanto a Poupança rende em torno de 7% em 12 meses.

 


Confiar nas dicas de outras pessoas

 

Outra falha é confiar na "grande dica" de um conhecido ou amigo. Sabe aquela pessoa que diz "estou ganhando dinheiro com isso, investe que não tem erro"? Pois bem, desconfie e procure se informar com profissionais qualificados e certificados.

Outra dica: na frente de seu gerente de banco, assessor de investimento ou consultor, procure ter uma atitude questionadora. Não aceite passivamente os produtos que são oferecidos. Sempre pergunte: o quanto isso vai me render após os descontos de impostos e taxas? É um retorno acima da inflação? 

 


Querer se tornar rico rapidamente

 

Um terceiro erro comum é ser imediatista e querer enriquecer rapidamente. O problema desse comportamento é que a pessoa vai se arriscar muito e pode perder a capacidade de desconfiar frente a uma promessa de rentabilidade extraordinária. São pessoas que acabam caindo em golpes como pirâmides financeiras, fraudes ou estelionato.

Outras vão colocar todo o dinheiro na Bolsa de Valores e especular com operações de curto prazo. Especular é para profissionais e quem faz isso sem um curso e sem ter experiência corre um alto risco de perder muito dinheiro rapidamente.

 
 

Não valorizar a educação financeira

 

Para finalizar, o quarto erro é desprezar a importância da educação financeira. Obter conhecimento nessa área não significa que você terá de aprender matemática financeira ou perder horas e horas de estudo. O objetivo é ser um usuário de produtos financeiros, portanto é importante saber o básico daquilo que pretende investir, como os riscos, as vantagens e desvantagens, se é adequado ao seu perfil e ao horizonte de tempo que tem para deixar o dinheiro aplicado.

Se quiser comprar produtos de alto risco, aí sim é aconselhável fazer um curso rápido. Lembre-se sempre que é preferível investir R$ 500 ou mil reais em um curso do que perder R$ 5 mil, R$ 10 mil em um investimento por desconhecer seus riscos.

 
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