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A DIFERENÇA ENTRE POUPAR E INVESTIR



Poupar é gastar menos do que se ganha e investir é buscar rentabilizar o dinheiro poupado. Entender essa diferença é fundamental para sua vida financeira. A seguir explico o motivo.

Se você tem um salário baixo ou alto, pouco importa. Deixar de fazer um gasto supérfluo para economizar é difícil, por razões culturais. Mas saiba que se você quer comprar um bem de alto valor, como a casa própria, ter tranquilidade financeira na aposentadoria, ou fazer aquela viagem dos sonhos, terá de poupar e, além disso, investir corretamente seu dinheiro.

Como poupar?

Existem muitas dicas e técnicas que ensinam a poupar. Algumas são bem simples. A primeira é fazer o controle financeiro do orçamento. Anote tudo o que você ganha e gasta. Isso pode ser feito em seu computador (em um programa com planilhas) ou em um caderno, caso não saiba usar o programa. Ao tomar nota de cada gasto você vai conhecer em detalhes para onde vai seu dinheiro. Se fizer um controle rígido conseguirá reduzir as despesas.

Caso o orçamento esteja apertado você tem basicamente duas alternativas: corte os excessos ou ganhe mais. Não tem outro jeito. Pense bem se vale a pena você trabalhar mais ou se é melhor cortar os desperdícios.

Muitos especialistas em finanças pessoais têm uma dica interessante: poupe 10% do que ganha tão logo receba seu salário. É o chamado "pague-se primeiro". Assim 90% de sua renda irá para as despesas do dia a dia. No começo é difícil, mas com o passar do tempo e com disciplina o orçamento se adapta.

Não menos importante é você traçar objetivos de curto, médio e longo prazos. Quer comprar um carro? Faça os cálculos de quanto tempo precisa para atingir esse fim. E lute para cumprir a meta.

Invista corretamente o que poupou

De nada adianta você economizar se não souber investir o que está poupando. Se você quer comprar um bem de alto valor, como uma casa, um carro, ou economizar para pagar uma pós-graduação ou um curso para o filho, terá de aplicar em investimentos que tenham rentabilidade que superem a inflação. Nesse caso deixar o dinheiro aplicado na Caderneta de Poupança por vários anos é uma péssima estratégia.

A tradicional poupança rende muito, muito pouco acima da inflação. Para quantias acima de 5 mil reais você deve aplicar em outros produtos financeiros que vão lhe dar uma rentabilidade melhor.

Alternativas à Poupança

O pequeno investidor tem boas alternativas à poupança como os CDBs com baixa taxa de administração e oferecidos por bancos sólidos; títulos públicos do Tesouro que deem um retorno acima da inflação como os vinculados à taxa Selic. Claro que com relação aos títulos públicos é importante você entender bem como funciona e perguntar ao gerente do banco ou a qualquer outro profissional de instituição financeira os riscos e vantagens dessa aplicação.

Fundos de investimento de renda fixa também podem ser uma alternativa no longo prazo, desde que a taxa de administração seja baixa e você esteja ciente do perfil do título.

Lembro que a única vantagem da poupança é que ela não cobra imposto de renda e você pode sacar o dinheiro a qualquer momento. Mas já que está fazendo um esforço para economizar e realizar seu grande sonho, não custa conhecer outras modalidades de investimento que em longo prazo vão lhe ajudar a aumentar a quantia poupada.

 

Leonel Lacerda é jornalista especialista em mercado de capitais e autor do blog Comportamento e Dinheiro. O comentário não é recomendação de investimento.

E-mail para contato: leoneldiaslacerda@gmail.com
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FUNDO REFERENCIADO DI: O QUE SÃO E QUANTO RENDEM


Provavelmente você já ouviu falar deles na TV, sites ou em jornais. O nome é um pouco estranho e parece indicar que sua origem é difícil de entender. Neste artigo vamos falar dos Fundos Referenciados DI.


 
Por que Fundo “DI”?


 
Fundo é uma comunhão de recursos para aplicação em ativos financeiros. Os “Referenciados” são um dos sete tipos de fundo de investimento classificados pela Comissão de Valores Mobiliários, autarquia que cria normas e fiscaliza o mercado.
O termo “DI” é porque essa modalidade é atrelada ao Certificado de Depósito Interbancário (indicador que sinaliza o custo real do dinheiro no mercado interbancário; normalmente é bem próximo à Selic, taxa básica de juros da economia).
                O Fundo Referenciado DI investe, no mínimo, 95% do patrimônio em títulos de renda fixa ou operações que acompanhem o CDI ou a Selic. Geralmente a maior parte do dinheiro é aplicada em títulos públicos conservadores (como as Letras Financeiras do Tesouro, que também são vendidas pelo Tesouro Direto).

 
Qual a rentabilidade?

 
Em 2013 os Fundos Referenciados DI renderam entre 7,5% e 9%. O retorno do investimento é bastante limitado, nem sempre superando a taxa básica de juros. Mas foi superior ao que rendeu a Caderneta de Poupança.
                Antes de fazer uma aplicação preste atenção na taxa de administração cobrada. Quanto menor, mais aumentam seus ganhos. Em 2013 os mais rentáveis cobraram taxas entre 0,15% e 0,50% ao ano.
A taxa de administração é a principal responsável por “comer” a rentabilidade dos fundos de investimento, principalmente nos fundos mais conservadores.

 
Quais são os riscos?

 
O Fundo Referenciado DI é considerado uma aplicação de baixo risco. Mesmo assim é preciso cuidado antes de comprar. Faça as seguintes perguntas ao profissional que lhe oferece o produto: qual é a taxa de administração; se são cobradas outras taxas (performance, abertura); como foi o desempenho até o momento;  que posição ocupa em comparação a outros fundos semelhantes ou ainda em relação a um índice de mercado.
Fundos de investimento não contam com garantia do Administrador, nem do gestor da carteira, nem do Fundo Garantidor de Crédito, associação sem fins lucrativos formada por instituições financeiras.
Fique atento também ao Imposto de Renda. O Fundo Referenciado DI sofre esse tipo de tributação. Portanto, deixe o dinheiro aplicado pelo maior prazo possível (acima de dois anos). Dessa forma irá pagar menos imposto de renda.

 

 


IMPORTANTE:

Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com

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AS CRIANÇAS E AS FINANÇAS


 

As primeiras lições sobre como lidar com o dinheiro devem começar na infância. As crianças precisam entender como são gerados os recursos financeiros da família. Explique como cada  pessoa consegue remuneração por seu trabalho. Dessa forma ajudamos os pequenos a entenderem a dinâmica de geração de recursos.

As crianças com mais de cinco anos podem ganhar uma carteira e moedas. Para começar, que tal comprar junto com elas algo bem simples, como um picolé? Ensine que elas devem pagar e esperar o troco, se for o caso. 

Um detalhe importante: sempre combine com as crianças com antecedência os cálculos para as compras. É a simulação de como funciona algo fundamental: o planejamento do orçamento. Antes de sair de casa detalhe o que irá comprar, onde vai pesquisar preços e qual a quantia a ser gasta.

Uma simples compra em supermercado pode se transformar em uma aula prática de finanças. Tenha o hábito de sempre carregar uma lista das compras, pois as crianças associam a lista às necessidades de consumo básico.  


Mesada é uma boa estratégia?

 
 
Educar financeiramente uma criança é capacitá-la a fazer o melhor uso do dinheiro. Para isso é necessário muito treino. Sob esse aspecto é a mesada pode atuar como um importante instrumento, desde que não comprometa o orçamento familiar nem estimule o consumismo.

Entregar certa quantia mensal para o filho ou a filha e ensinar a fazer o gerenciamento desse dinheiro pode ser um bom estímulo para o aprendizado.

A mesada pode ser um meio, inclusive, para estimular a formação do hábito de poupança. Assim, dê ao seu filho um cofrinho de presente e explique que se ele guardar toda vez um pouquinho da mesada, conseguirá no final de um tempo o dinheiro necessário para comprar um determinado brinquedo.
 


Pais devem pedir à escola que ensine finanças
 

A escola também tem fundamental importância no ensino de finanças das crianças. Sempre que possível os professores devem simular experiências que levem os alunos a aprender noções sobre investimentos, juros, juros compostos e consumo consciente.

A educação financeira não precisar ser uma disciplina. Pode ser inserida em outras matérias obrigatórias. Caso os pais percebam que a instituição escolar não oferece esse tipo de ensino, nada impede que peçam à direção para que os professores incluam, sempre que possível, o estudo de finanças na sala de aula.
 
Não há um consenso entre os especialistas sobre a idade ideal para que as crianças comecem a ter noções de educação financeira. Alguns defendem que o conteúdo deve entrar no currículo escolar já a partir da educação infantil, outros acreditam que o melhor é começar no ensino fundamental.



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