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A CADERNETA DE POUPANÇA É UM MEIO EFICIENTE DE JUNTAR DINHEIRO ?

 

Imagine a seguinte situação: um trabalhador reserva mensalmente parte de deu salário para comprar um automóvel. Todos os meses ele vai ao banco, no caixa eletrônico ou acessa a conta bancária pela internet e deposita R$ 500 na Caderneta de Poupança para tentar realizar o sonho em até três anos. A pergunta é: estaria ele juntando dinheiro da forma certa?
 
 

Fizemos os cálculos

Para responder a essa questão, fizemos as contas. Com uma taxa de 0,62% ao mês (considerando que não haverá variação em três anos), ao final de 36 meses, a pessoa teria juntado R$ 20.722. Ele economizou 18 mil reais com os depósitos mensais de R$ 500. O restante, R$ 2.722 reais, foi obtido com os juros pagos pela Poupança. É claro que, com pouco mais de vinte mil, ele não conseguirá comprar um carro zero quilômetro, mas poderá pagar à vista um seminovo de baixo valor.
 

CDB x Poupança

Mas se esse mesmo cidadão tivesse optado por outra forma de investimento e, em vez da Poupança, tivesse aplicado o dinheiro em um CDB (Certificado de Depósito Bancário), conseguiria ele uma rentabilidade melhor?

Nesse caso, também fizemos as contas. Usamos como exemplo o CDB oferecido por uma grande instituição financeira do mercado. Esse certificado, que recebe o nome de fidelidade, rende 98% de uma taxa chamada CDI, cujo desempenho é muito parecido com o da Selic, a taxa básica de juros da economia.

Esse CDB paga ao investidor 0,90% ao mês. Considerando que não haverá variação na taxa básica, se tivesse aplicado o dinheiro nessa modalidade, o trabalhador teria juntado no total R$ 21.837, ou seja, R$ 1.115 a mais do que na Poupança.
 

CDB desconta IR

Claro que no CDB teria que ser descontado o imposto de renda, nesse caso de 15% sobre o lucro. Mesmo assim, nosso personagem fictício teria conseguido mais dinheiro aplicando no CDB. O valor não é tão alto, mas seria suficiente para comprar um carro um pouco melhor ou com mais equipamentos opcionais.

 

Conclusão

A poupança, por ser mais conhecida e de fácil acesso, é a aplicação preferida dos brasileiros. O problema é que nem sempre é a mais rentável. Se levarmos em conta a inflação e a baixíssima rentabilidade da Caderneta, não compensa deixar o dinheiro nessa aplicação por um longo prazo (acima de um ano).

Por isso é muito importante conhecer outras formas de investimento. Elas até podem ser um pouquinho mais complicadas, mas vão trazer um retorno melhor.

Portanto, na próxima vez que for a sua agência bancária, pergunte ao gerente o que rende mais que a Poupança e os riscos envolvidos nessas outras modalidades de investimento. Assim poderá tomar decisões mais qualificadas sobre onde aplicar seu dinheiro.  

 

IMPORTANTE:

Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com
 
 
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VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM CLUBE DE INVESTIMENTO?


Muitas pessoas têm medo de investir na Bolsa de Valores porque avaliam que esse tipo de investimento é complicado e arriscado demais. De fato, o risco na renda variável é maior do que em outras modalidades, como, por exemplo, nos produtos da renda fixa.
 
 

Mas se você acredita que tem perfil para aplicar parte de seu dinheiro em ações, e mesmo assim fica fora desse mercado por avaliar que é difícil entendê-lo, uma forma fácil de, aos poucos, conhecer mais sobre compra e venda de ações é fazer parte de um clube de investimento. 

 

Para que serve o clube?

 

Um clube de Investimento tem como principais objetivos ser um instrumento de aprendizado para o pequeno investidor e um canal de acesso ao mercado de capitais. Trata-se de um condomínio formado por pessoas físicas para a aplicação de dinheiro em ativos financeiros, como ações de empresas listadas na Bolsa de Valores.

 

Vantagens do clube

 

Esse tipo de associação pode ser formado por um grupo de amigos ou familiares. Para ser aberto é preciso ter no mínimo três pessoas e no máximo 50.

Com o volume maior de recursos originado pela soma da parcela de cada integrante do clube, é possível diversificar a aplicação, investindo em ações de diferentes empresas e setores da economia, com custos de transação proporcionalmente menores.

Além disso, há maior liberdade por parte das pessoas que compõem o clube sobre quanto e onde será investido. Os integrantes reúnem-se periodicamente para debater as melhores oportunidades de investimento, o que lhes garante participação, controle e aprendizado.

 

Quem administra?

 

O clube deve ser administrado por sociedade corretora, sociedade distribuidora, banco de investimento ou banco múltiplo com carteira de investimento, que é responsável pelo conjunto de atividades e de serviços relacionados direta e indiretamente ao seu funcionamento.

Já a gestão pode ser realizada pelo administrador, eleito pela assembleia geral, ou por pessoas naturais ou jurídicas contratadas pelo administrador, desde que, em qualquer hipótese, previamente autorizados a exercer a atividade de administrador de carteira de valores mobiliários pela Comissão de Valores Mobiliários.

 

Taxas a serem pagas

 

Pelos serviços prestados o administrador do clube de investimento poderá cobrar taxa de administração e taxa de performance, nos termos e condições previstos no regulamento e no estatuto do clube.

 Antes de integrar um grupo desse tipo procure saber bem sobre outras taxas cobradas. Além disso, procure se informar sobre os riscos de aplicar seu dinheiro na Bolsa de Valores. Até entender bem do assunto, aplique um percentual de seu capital que, em caso de perdas, não provoque um rombo em seus investimentos.

 

 

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OS MELHORES INVESTIMENTOS APÓS A ALTA DA SELIC


 
A recente alta da Selic, a taxa básica de juros de nossa economia, pelo Banco Central, melhorou o desempenho de alguns investimentos da renda fixa, principalmente os pós-fixados, aqueles que você só vai saber o quanto rendeu ao fim do contrato.

 
 
Os mais rentáveis
 

                Entre os produtos mais rentáveis com a Selic em 11,25% ao ano, estão: Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Agrícola (LCA), Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra Financeira do Tesouro (LFT), essa última um tipo de Título Público.
 

Por que rendem mais?


A LFT remunera com base em uma taxa média da Selic, portanto, quando esta sobe, a rentabilidade do título aumenta. Já o CDB, a LCI e a LCA pós-fixados têm a remuneração com base em uma taxa chamada de CDI, usada nas transações entre os bancos. O CDI, que atualmente está em 11,06% ao ano, sobe toda vez que a Selic aumenta.


A melhor estratégia

 
Para obter bons resultados nos CDBs e nas Letras de Crédito, seja agrícola ou imobiliário, a melhor estratégia é pesquisar quais bancos pagam juro maior. Você estará fazendo um bom negócio quando obtiver uma rentabilidade que em torno de 100% do CDI, ou seja, 11,06% ao ano (quase o dobro do rendimento da Caderneta de Poupança). Geralmente os grandes bancos pagam em torno de 80% do CDI. Instituições financeiras de porte médio, e de maior risco, estão pagando acima de 100%.

 
Fique atento às taxas


                Nas LCI e LCAs o investidor não paga imposto de renda, o que torna essas aplicações vantajosas no momento.

                Já no CDB e na Letra Financeira do Tesouro é cobrado imposto de renda sobre o lucro. Quem ficar com o valor aplicado por mais de dois anos vai pagar a taxa mínima, de 15%.

                O Certificado de Depósito Bancário e as Letras de Crédito têm garantia do Fundo Garantidor de Crédito, ou seja, se o banco que emitiu esses papéis quebrar, o investidor terá o dinheiro devolvido. Essa regra vale para depósito de até 250 mil reais.

                E não esqueça: antes de fazer qualquer investimento sempre consulte um profissional especializado no assunto. Pergunte quais são os riscos envolvidos e peça uma simulação da rentabilidade. Dessa forma você terá mais condições de tomar uma decisão bem fundamentada.

 

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O PERIGO DAS DÍVIDAS NA TERCEIRA IDADE

Números recentes da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas mostram que o endividamento avançou mais entre os idosos do que entre os jovens. Se compararmos o mês de setembro deste ano com o mesmo período de 2013, houve um crescimento de 12,48% da inadimplência das pessoas com idade superior a 85 anos, a maior entre as categorias, seguida do aumento de 8,18% dos clientes entre 65 e 84 anos.

O que muitos se perguntam é o que fazer para não cair na armadilha do crédito fácil e depois correr o risco de ficar devendo.




A tentação do crédito consignado


Especialistas no assunto afirmam que os idosos precisam ter cautela, principalmente, com o crédito consignado, aquele cujas prestações são descontadas diretamente na folha de pagamento.

Embora essa linha de crédito seja, às vezes, atrativa por causa da facilidade de obtê-la e dos juros mais em conta, é fundamental que sejam analisadas com cuidado todas as cláusulas do contrato. Se tiver dúvidas, peça esclarecimentos a um profissional de sua confiança antes de assinar.

É importante também que a pessoa exija o demonstrativo do valor total do empréstimo, com todas as taxas, antes de solicitar o financiamento. Assim se pode ter uma ideia do impacto do juro no crédito ofertado.

Se não tiver alternativa e precisar recorrer ao consignado, pesquise antes qual instituição financeira oferece as taxas mais baixas.


Lobo em pele de cordeiro


Quem está na terceira idade ainda corre outro risco: existem pessoas que se aproveitam de idosos para obter vantagens financeiras. É importante ficar atento a isso. Nunca empreste seu nome para outras pessoas tomarem crédito. Se ela não pagar, quem fica com o nome sujo é você.

Evite também ser avalista ou dar fiança a terceiros quando os valores forem muito altos em relação a sua renda mensal. Lembre-se que é você que terá de arcar com o prejuízo caso a pessoa que solicitou a fiança fique inadimplente.

 

O milagre do planejamento financeiro


Em se tratando de finanças pessoais, a base de tudo é o planejamento. Sem ele fica difícil controlar os gastos e o risco de não conseguir pagar as dívidas aumenta. Para aposentados que precisam arcar com os gastos familiares, incluindo filhos e netos, é importante elaborar um orçamento doméstico e colocar na ponta do lápis seu rendimento líquido e depois subtrair todos os gastos. Assim o idoso poderá saber onde cortar eventuais despesas desnecessárias.

Existem gastos impossíveis de serem eliminados, como por exemplo, com medicamentos. Nesse caso, o idoso deve aproveitar os descontos oferecidos pelas farmácias com os cartões de fidelização dos clientes. Se perceber que isso não está funcionando, pesquise preços e pechinche em outros estabelecimentos. Além disso, sempre que possível prefira o genérico ao remédio de marca conhecida.

Com todas essas dicas, o fantasma do endividamento pode não desaparecer, mas certamente será afastado de sua vida financeira.



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EM QUE INVESTIR APÓS A REELEIÇÃO DE DILMA ?


 

Ainda é uma incógnita quais serão as estratégias do governo de Dilma Rousseff durante o próximo mandato para conter a inflação, retomar o crescimento da economia e controlar as contas públicas. Se houver ou não ajustes, isso vai impactar os investimentos pessoais.

 


Poupança

 

O investimento preferido dos brasileiros requer atenção redobrada. Se inflação continuar em alta, o rendimento real da tradicional Caderneta vai continuar extremamente baixo ou nulo. Por isso, especialistas recomendam que quem tem perfil conservador, até pode investir na Poupança, mas deve aplicar quantias inferiores a cinco mil reais e por um período menor que um ano.

Se a pessoa tiver mais dinheiro e não precisar da quantia em até dois anos, pode recorrer a outros investimentos mais rentáveis.

 

Títulos Públicos

 

Com relação aos títulos públicos, analistas recomendam comprar os indexados à inflação, como Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B) porque a perspectiva é que os preços devem continuar subindo. Eles sugerem evitar títulos pré-fixados no momento, pois o governo terá de fazer ajustes no preço da gasolina e da eletricidade, o que poder pressionar a inflação e derrubar a rentabilidade do título.

Por se tratar de uma aplicação mais complexa, consulte um profissional especializado em seu banco ou corretora de valores e esclareça todas as suas dúvidas antes de aplicar no Tesouro Direto.

 

Certificado de Depósito Bancário

 

Já sobre os CDBs (Certificado de Depósito Bancário), os investidores devem ficar de olho no indexador, geralmente o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Essa taxa fica muito perto da Selic, a taxa básica de juros da economia. Portanto, enquanto a Selic estiver alta, os CDBs, continuam como boa alternativa.

Mas atenção: se for investir em CDB, negocie com o gerente um valor que se aproxime ao máximo de 100% do CDI. Assim, terá um rendimento melhor.

 

Bolsa de Valores

 

Na renda variável o momento é de cautela. No primeiro dia depois da reeleição de Dilma, o principal índice acionário brasileiro, o Ibovespa, teve queda acentuada. No dia seguinte subiu forte.

No caso da renda variável, o melhor mesmo é não tomar nenhuma atitude enquanto o mercado não decidir para que lado vai. Se a tendência para os próximos dias for de mais queda, vale avaliar os papéis de empresas com bons fundamentos financeiros para uma possível compra para o longo prazo. Mas isso também só deve ser feito com orientação de um profissional especializado no mercado de ações.

 
 

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ENTENDA OS PLANOS DA PREVIDÊNCIA PRIVADA



A previdência privada é um produto complementar à previdência pública. Antes de contratar um plano, o ideal é que a pessoa saiba com certeza quando deseja se aposentar, quando quer começar os pagamentos e quanto quer receber de renda extra. Com isso definido, fica bem mais fácil escolher o plano.

 



A diferença entre VGBL e PGBL

 

O VGBL, que significa Vida Gerador de Benefício Livre, é aconselhado para pessoas que fazem a declaração simplificada de Imposto de Renda. Esse plano não pode ser abatido no Imposto de Renda e é indicado para quem tem renda mais baixa.

 

Já o Plano Gerador de Benefício Livre, conhecido pela sigla PGBL, é indicado para quem faz a declaração completa de Imposto de Renda, pois é dedutível em até 12% da base tributável do IR. Esse plano é recomendado para pessoas com renda mais alta.

 

Cuidados antes de aderir

 

Ao contratar um plano preste atenção ao que está sendo cobrado. A taxa de maior impacto é a de administração (ou gestão). É um valor cobrado pelo custo da gestão dos ativos. Em média varia entre 1% e 2% ao ano (em alguns casos pode ser bem maior) e incide sobre a rentabilidade total da aplicação. Procure a instituição que oferece o menor valor cobrado.

A taxa de carregamento incide sobre as contribuições realizadas e a de saída é cobrada no caso do resgate antecipado da aplicação.  

No momento em que é escolhido um plano, é importante também estar atento à forma de cobrança de impostos. Independentemente do produto, existe a opção por duas formas de tributação. Uma delas é a tabela regressiva, que favorece o resgate do dinheiro de uma só vez. A outra forma é a tabela progressiva, mais vantajosa para as pessoas que querem receber a quantia investida em forma de parcelas mensais e não resgatar o dinheiro todo numa só parcela.

 

Vantagens da previdência privada

 

Para começar um plano de previdência privada não há idade mínima nem necessidade de comprovação de renda.

Quando uma pessoa inicia um PGBL ou VGBL pode atrelar a seu plano um pecúlio por morte ou invalidez. Essas opções funcionam como um seguro. No primeiro caso, quando a pessoa que paga morre, o dinheiro acumulado é dado à família. No segundo caso, se a pessoa que paga perde suas condições de trabalho, o dinheiro é entregue a ela mesma.

 

 

A fiscalização do setor é feita pela Susep

 

É fundamental escolher bem a administradora do plano de previdência privada. Verifique o histórico e a saúde financeira da companhia que o oferece. Afinal vão ser longos anos de aplicação e nada melhor do que contar com a estrutura de uma empresa sólida e confiável.

O setor é fiscalizado pela Susep, a Superintendência de Seguros Privados, uma autarquia ligada ao Ministério da Fazenda.

Se o consumidor tiver reclamações a fazer depois de contratado o plano, pode procurar essa entidade ou o serviço de defesa do consumidor.

 

 


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FAÇA OS JUROS TRABALHAREM PARA VOCÊ



Responda rápido: quanto é dois mais dois? A resposta óbvia é quatro. Mas ocorre que, em se tratando de finanças, pode ser cinco, seis ou bem mais do que isso. A mágica consiste nos juros que podem estar embutidos nessa conta.

Imagine uma pessoa que tem cinco mil reais aplicados em um investimento atrelado à taxa básica de juros da economia, a Selic. Desde o ano passado, quando essa taxa entrou em tendência de alta, o suposto investidor aumentou os ganhos sobre o valor investido. Se a taxa se mantiver alta ou aumentar mais nos próximos anos, e se a referida pessoa mantiver o dinheiro investido, poderá, no longo prazo e somente com a ajuda dos juros, dobrar o capital inicial sem fazer nenhum aporte a mais.

 

Como fazer os juros trabalharem a seu favor

 

Para que alguém possa fazer um bom investimento é necessário que tenha dinheiro para isso. Então o primeiro passo é economizar. Uma regra simples é pagar-se um “dízimo”. A estratégia é, todo mês, quando entra o salário na conta, retirar dez por cento do valor e depositar na caderneta de poupança ou em outro investimento. O dinheiro que sobrar é o que você irá usar para pagar contas e outros gastos.

 

Os investimentos que podem ajudar

 

Depois que tiver uma boa quantia acumulada, procure um investimento que ofereça juros razoáveis. A poupança oferece uma remuneração muito baixa e é ideal para as pessoas que aplicam no curto prazo.

De acordo com especialistas, as melhores aplicações da renda fixa (investimentos para pessoas mais conservadoras em termos financeiros) são alguns tipos de Títulos do Tesouro e as Letras de Crédito Imobiliário ou Agrícola.

 

Letras x Títulos

 

Entre os Títulos Públicos se destaca a chamada NTN-B Principal (Notas do Tesouro Nacional – Principal), que paga juros mais a variação do IPCA, o índice de inflação oficial do governo federal. Atualmente é um dos mais recomendados por analistas do mercado porque repõe a perda com a inflação e ainda paga juro ao investidor. A desvantagem é que no resgate é cobrado imposto de renda sobre o lucro da operação. A taxa mínima é de 15% para quem fica com o título por mais de dois anos.

Já a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) ou LCA (Letra de Crédito Agrícola) não tem incidência de imposto de renda, o que já é uma grande vantagem. Os grandes bancos remuneram em média entre 8% e 9% ao ano. Porém, as instituições financeiras de porte médio pagam ao cliente que comprar uma Letra de Crédito até mais de 11% ao ano. A desvantagem dessa aplicação é que é o dinheiro não pode ser sacado até o fim do contrato.

Certificados de Depósito Bancários (CDBs) e alguns tipos de Fundos também são uma boa opção. Com relação aos Fundos, leia bem as regras antes de investir e pergunte ao profissional que oferece esse produto quais são os riscos envolvidos.

 

Cuidados a tomar

 

Quanto maior a chance de lucro, maiores também são os riscos. Portanto, seja sensato e avalie com cuidado a rentabilidade, a segurança da aplicação, o prazo do investimento e os riscos. Depois disso relaxe e deixe os juros fazerem a parte deles: aumentar o seu capital.

Fique de olho também na rentabilidade. Se observar que o banco não está lhe oferecendo uma boa taxa procure outra instituição que remunere melhor. Nunca esqueça: alguns pontos percentuais a mais fazem uma grande diferença no longo prazo.

 


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PLANEJE SUAS FINANÇAS PARA VIAJAR AO EXTERIOR



O fim de ano está perto e muitas famílias já começam a programar a tão sonhada viagem ao exterior. Hoje em dia, conhecer outros países, perto ou longe do Brasil, em nada se compara com as dificuldades enfrentadas em décadas passadas. Mas alguns cuidados que antecedem a viagem continuam os mesmos, principalmente com relação ao planejamento financeiro.


Viagens longas e curtas

Existem aquelas pessoas que vão viajar a trabalho e permanecer poucos dias em países que já conhecem. Essas, devido à experiência, costumam ter um planejamento do quanto vão gastar.    Geralmente, a operação se torna mais complicada em viagens de férias em família, em que nem sempre o planejamento financeiro é seguido à risca. Para evitar dor de cabeça com os gastos quando voltar para casa, fique atento a alguns detalhes.

Comprar dólares

Comprar dólares para viajar ao exterior exige pesquisa para conseguir uma taxa de câmbio que seja boa para seu bolso. Especialistas no assunto sugerem levar alguns dólares em dinheiro trocado para despesas como táxi, refeições e outros serviços de baixo valor. O ideal é entre 100 e 300 dólares.

Cartão pré-pago

A maior parte dos gastos pode ser feita por meio do cartão pré-pago. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide sobre a compra e venda da moeda estrangeira é de 6,38%, bem mais alto que o IOF para a compra de papel-moeda, atualmente em 0,38%. Mas isso não tirou totalmente a vantagem dos pré-pagos. Uma delas é que, ao carregar o cartão, a pessoa já planeja quanto pretende gastar. Além disso, é mais seguro do que andar com dinheiro.

Já no cartão de crédito as compras em moeda estrangeira também pagam IOF de 6,38%. Mas a desvantagem é que o consumidor tem que lidar com a incerteza de não saber quanto vai desembolsar porque a cotação do dólar para pagamento da fatura é calculada no dia no fechamento da conta e não da data da compra. O cartão de crédito deve ser usado, portanto, em último caso, para não estourar o orçamento.

Cuidados finais

É preciso informar os bancos sobre a viagem internacional para que os cartões de débito e crédito internacional funcionem no exterior. Os bancos também trabalham com traveler checks, mas esta opção tem sido cada vez menos utilizada por causa da praticidade do pré-pago.

Seguindo esses cuidados e elaborando um detalhado orçamento para os dias que estiver fora, não haverá surpresas negativas em suas finanças pessoais quando voltar para casa.

 

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CARRO NOVO: FINANCIAR OU FAZER CONSÓRCIO?



Especialistas em finanças pessoais aconselham a compra à vista. Dessa forma, o consumidor evita os juros e ainda pode pedir um desconto no valor no carro. O problema é que nem todas as pessoas têm o dinheiro necessário para fazer isso. Por isso, recorrem a duas tradicionais formas de comprar o zero quilômetro: financiamento ou consórcio.

Uma das linhas de crédito que mais tem sido mais afetada com a alta da taxa básica de juros, a Selic, é a de financiamento de carros. Esse é o principal motivo de ela estar perdendo a atratividade frente ao consórcio. 
 
 

Vantagens do consórcio
 

Com o encarecimento do financiamento de veículos, os consórcios podem ser mais baratos do que assumir uma dívida quando se leva em conta o custo total da aquisição. Enquanto no financiamento ocorre a cobrança de juros e outros encargos, no consórcio cobram-se taxa de administração, taxa de reserva, encargos e a correção das parcelas segundo a alta do valor do bem ou um índice oficial de inflação.

Portanto, em um cenário de elevação do juro básico da economia, fazer um consórcio pode tornar-se mais vantajoso que pagar juros em um financiamento.
 

Vantagens do financiamento

 
O financiamento é destinado a quem precisa do bem imediatamente. Para muita gente, a sensação de pagar por um carro que não utiliza, como é o caso do consórcio, pode ser bastante incômoda, enquanto no financiamento a pessoa paga pelo carro que usufrui.

Consórcios são para consumidores que não têm pressa de adquirir o automóvel, uma vez que é preciso pagar as parcelas por certo tempo, até ser contemplado com a carta de crédito. E isso pode demorar: em um consórcio que dura quatro anos, por exemplo, nada impede que a carta de crédito só saia no terceiro ano.

 
Abuse das simulações
 

Antes de optar por uma dessas duas formas de adquirir um automóvel, faça muitas simulações. Peça aos vendedores para fornecerem os cálculos prontos.

As simulações de financiamentos de carros e consórcios devem ser feitas levando-se em conta o Custo Efetivo Total das operações. Além da cobrança dos juros nos financiamentos e das taxas nos consórcios, existe a cobrança de uma série de encargos. Com isso, no fim das contas, o total pago pelo carro pode ficar mais caro do que o cliente imagina.

O ideal é calcular financiamentos e consórcios em diferentes instituições financeiras para descobrir qual modalidade é mais vantajosa. Pois mesmo em tempos de juros mais altos, pode ser que o cliente encontre uma relação custo-benefício melhor em um financiamento que em um consórcio.
 



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CUIDADOS AO ANTECIPAR O 13º SALÁRIO



Bancos de todo o país já começaram a dar publicidade à linha de crédito que antecipa o décimo terceiro salário. As taxas variam conforme a instituição financeira. O que muita gente se pergunta é se compensa pagar juros para ter acesso a esse dinheiro antes do tempo.

Antes de pedir a antecipação

Especialistas em finanças pessoais afirmam que antes de fazer a operação é importante que a pessoa se pergunte se é realmente necessário antecipar o décimo terceiro salário. Tente responder a seguinte questão: o que justificaria pagar juros até dezembro? Se não houver uma resposta satisfatória, talvez não seja o caso de solicitar o crédito.

Quando vale a pena?

O cliente deve pegar dinheiro emprestado se o objetivo for substituir uma dívida cara por outra menor. Por exemplo: se uma pessoa está utilizando o limite do cheque especial ou se tiver dívidas com o cartão de crédito, que possuem taxas altíssimas, o adiantamento do décimo terceiro para reduzir ou quitar o que deve é viável. Mas o importante é fazer bem as contas para ver o quanto a operação vai ser vantajosa.
Profissionais de finanças ressaltam que contrair novas dívidas deve ser sempre evitado, porém, se o objetivo for colocar em ordem o orçamento e se livrar de dívidas anteriores, considere a opção. Lembre-se sempre de observar as condições dos empréstimos, as taxas de juros e negociar com o banco melhores formas de pagamento.
Outro caso em que vale a pena é se o trabalhador aplicar o valor antecipado na aquisição à vista de um bem em que possa pedir um bom desconto.


Quando a empresa libera antes o décimo terceiro

Algumas empresas costumam conceder ao funcionário a possibilidade de ele receber parte do décimo terceiro salário meses antes do fim do ano. Nesse caso, os especialistas sugerem que é um bom negócio. Mas o ideal é que o empregado invista a quantia. Por mais que o rendimento seja baixo, ainda assim será melhor do que receber o dinheiro só no fim do ano.
Quem receber antes também pode usar a parcela para abater dívidas. O único cuidado é que a pessoa tenha disciplina e evite gastar a antecipação do décimo terceiro em supérfluos. Se você não tiver autocontrole nesse sentido é melhor não optar pelo benefício. Deixe para receber no fim do ano, quando as despesas aumentam.
 


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