Responda
rápido: quanto é dois mais dois? A resposta óbvia é quatro. Mas ocorre que, em
se tratando de finanças, pode ser cinco, seis ou bem mais do que isso. A mágica
consiste nos juros que podem estar embutidos nessa conta.
Imagine
uma pessoa que tem cinco mil reais aplicados em um investimento atrelado à taxa
básica de juros da economia, a Selic. Desde o ano passado, quando essa taxa
entrou em tendência de alta, o suposto investidor aumentou os ganhos sobre o
valor investido. Se a taxa se mantiver alta ou aumentar mais nos próximos anos,
e se a referida pessoa mantiver o dinheiro investido, poderá, no longo prazo e
somente com a ajuda dos juros, dobrar o capital inicial sem fazer nenhum aporte
a mais.
Como
fazer os juros trabalharem a seu favor
Para
que alguém possa fazer um bom investimento é necessário que tenha dinheiro para
isso. Então o primeiro passo é economizar. Uma regra simples é pagar-se um
“dízimo”. A estratégia é, todo mês, quando entra o salário na conta, retirar
dez por cento do valor e depositar na caderneta de poupança ou em outro
investimento. O dinheiro que sobrar é o que você irá usar para pagar contas e
outros gastos.
Os
investimentos que podem ajudar
Depois
que tiver uma boa quantia acumulada, procure um investimento que ofereça juros
razoáveis. A poupança oferece uma remuneração muito baixa e é ideal para as
pessoas que aplicam no curto prazo.
De
acordo com especialistas, as melhores aplicações da renda fixa (investimentos
para pessoas mais conservadoras em termos financeiros) são alguns tipos de
Títulos do Tesouro e as Letras de Crédito Imobiliário ou Agrícola.
Letras
x Títulos
Entre
os Títulos Públicos se destaca a chamada NTN-B Principal (Notas do Tesouro
Nacional – Principal), que paga juros mais a variação do IPCA, o índice de
inflação oficial do governo federal. Atualmente é um dos mais recomendados por
analistas do mercado porque repõe a perda com a inflação e ainda paga juro ao
investidor. A desvantagem é que no resgate é cobrado imposto de renda sobre o
lucro da operação. A taxa mínima é de 15% para quem fica com o título por mais
de dois anos.
Já
a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) ou LCA (Letra de Crédito Agrícola) não tem
incidência de imposto de renda, o que já é uma grande vantagem. Os grandes
bancos remuneram em média entre 8% e 9% ao ano. Porém, as instituições
financeiras de porte médio pagam ao cliente que comprar uma Letra de Crédito
até mais de 11% ao ano. A desvantagem dessa aplicação é que é o dinheiro não
pode ser sacado até o fim do contrato.
Certificados
de Depósito Bancários (CDBs) e alguns tipos de Fundos também são uma boa opção.
Com relação aos Fundos, leia bem as regras antes de investir e pergunte ao
profissional que oferece esse produto quais são os riscos envolvidos.
Cuidados
a tomar
Quanto
maior a chance de lucro, maiores também são os riscos. Portanto, seja sensato e
avalie com cuidado a rentabilidade, a segurança da aplicação, o prazo do
investimento e os riscos. Depois disso relaxe e deixe os juros fazerem a parte
deles: aumentar o seu capital.
Fique
de olho também na rentabilidade. Se observar que o banco não está lhe
oferecendo uma boa taxa procure outra instituição que remunere melhor. Nunca
esqueça: alguns pontos percentuais a mais fazem uma grande diferença no longo
prazo.
IMPORTANTE:
Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com
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