Imagine a seguinte situação:
um trabalhador reserva mensalmente parte de deu salário para comprar um
automóvel. Todos os meses ele vai ao banco, no caixa eletrônico ou acessa a
conta bancária pela internet e deposita R$ 500 na Caderneta de Poupança para
tentar realizar o sonho em até três anos. A pergunta é: estaria ele juntando dinheiro
da forma certa?
Fizemos os cálculos
Para responder a essa questão,
fizemos as contas. Com uma taxa de 0,62% ao mês (considerando que não haverá
variação em três anos), ao final de 36 meses, a pessoa teria juntado R$ 20.722.
Ele economizou 18 mil reais com os depósitos mensais de R$ 500. O restante, R$
2.722 reais, foi obtido com os juros pagos pela Poupança. É claro que, com
pouco mais de vinte mil, ele não conseguirá comprar um carro zero quilômetro,
mas poderá pagar à vista um seminovo de baixo valor.
CDB x Poupança
Mas se esse mesmo cidadão
tivesse optado por outra forma de investimento e, em vez da Poupança, tivesse
aplicado o dinheiro em um CDB (Certificado de Depósito Bancário), conseguiria
ele uma rentabilidade melhor?
Nesse caso, também fizemos as
contas. Usamos como exemplo o CDB oferecido por uma grande instituição
financeira do mercado. Esse certificado, que recebe o nome de fidelidade, rende
98% de uma taxa chamada CDI, cujo desempenho é muito parecido com o da Selic, a
taxa básica de juros da economia.
Esse CDB paga ao investidor
0,90% ao mês. Considerando que não haverá variação na taxa básica, se tivesse
aplicado o dinheiro nessa modalidade, o trabalhador teria juntado no total R$
21.837, ou seja, R$ 1.115 a mais do que na Poupança.
CDB desconta IR
Claro que no CDB teria que ser
descontado o imposto de renda, nesse caso de 15% sobre o lucro. Mesmo assim,
nosso personagem fictício teria conseguido mais dinheiro aplicando no CDB. O
valor não é tão alto, mas seria suficiente para comprar um carro um pouco
melhor ou com mais equipamentos opcionais.
Conclusão
A poupança, por ser mais
conhecida e de fácil acesso, é a aplicação preferida dos brasileiros. O
problema é que nem sempre é a mais rentável. Se levarmos em conta a inflação e
a baixíssima rentabilidade da Caderneta, não compensa deixar o dinheiro nessa
aplicação por um longo prazo (acima de um ano).
Por isso é muito importante
conhecer outras formas de investimento. Elas até podem ser um pouquinho mais
complicadas, mas vão trazer um retorno melhor.
Portanto, na próxima vez que
for a sua agência bancária, pergunte ao gerente o que rende mais que a Poupança
e os riscos envolvidos nessas outras modalidades de investimento. Assim poderá
tomar decisões mais qualificadas sobre onde aplicar seu dinheiro.
IMPORTANTE:
Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com
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