Especialistas em finanças pessoais aconselham a
compra à vista. Dessa forma, o consumidor evita os juros e ainda pode pedir um
desconto no valor no carro. O problema é que nem todas as pessoas têm o
dinheiro necessário para fazer isso. Por isso, recorrem a duas tradicionais
formas de comprar o zero quilômetro: financiamento ou consórcio.
Uma das linhas de crédito que mais tem sido
mais afetada com a alta da taxa básica de juros, a Selic, é a de financiamento
de carros. Esse é o principal motivo de ela estar perdendo a atratividade
frente ao consórcio.
Vantagens do consórcio
Com o encarecimento do financiamento de
veículos, os consórcios podem ser mais baratos do que assumir uma dívida quando
se leva em conta o custo total da aquisição. Enquanto no financiamento ocorre a
cobrança de juros e outros encargos, no consórcio cobram-se taxa de
administração, taxa de reserva, encargos e a correção das parcelas segundo a
alta do valor do bem ou um índice oficial de inflação.
Portanto, em um cenário de elevação do juro
básico da economia, fazer um consórcio pode tornar-se mais vantajoso que pagar
juros em um financiamento.
Vantagens do financiamento
O financiamento é destinado a quem precisa do
bem imediatamente. Para muita gente, a sensação de pagar por um carro que não
utiliza, como é o caso do consórcio, pode ser bastante incômoda, enquanto no
financiamento a pessoa paga pelo carro que usufrui.
Consórcios são para consumidores que não têm
pressa de adquirir o automóvel, uma vez que é preciso pagar as parcelas por
certo tempo, até ser contemplado com a carta de crédito. E isso pode demorar:
em um consórcio que dura quatro anos, por exemplo, nada impede que a carta de
crédito só saia no terceiro ano.
Abuse das simulações
Antes de optar por uma dessas duas formas de
adquirir um automóvel, faça muitas simulações. Peça aos vendedores para
fornecerem os cálculos prontos.
As simulações de financiamentos de carros e
consórcios devem ser feitas levando-se em conta o Custo Efetivo Total das
operações. Além da cobrança dos juros nos financiamentos e das taxas nos
consórcios, existe a cobrança de uma série de encargos. Com isso, no fim das
contas, o total pago pelo carro pode ficar mais caro do que o cliente imagina.
O ideal é calcular financiamentos e consórcios
em diferentes instituições financeiras para descobrir qual modalidade é mais
vantajosa. Pois mesmo em tempos de juros mais altos, pode ser que o cliente
encontre uma relação custo-benefício melhor em um financiamento que em um
consórcio.
IMPORTANTE:
Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com
HOME
Home
Postar um comentário