Ainda é uma
incógnita quais serão as estratégias do governo de Dilma Rousseff durante o
próximo mandato para conter a inflação, retomar o crescimento da economia e
controlar as contas públicas. Se houver ou não ajustes, isso vai impactar os investimentos
pessoais.
Poupança
O investimento
preferido dos brasileiros requer atenção redobrada. Se inflação continuar em
alta, o rendimento real da tradicional Caderneta vai continuar extremamente
baixo ou nulo. Por isso, especialistas recomendam que quem tem perfil
conservador, até pode investir na Poupança, mas deve aplicar quantias
inferiores a cinco mil reais e por um período menor que um ano.
Se a pessoa tiver
mais dinheiro e não precisar da quantia em até dois anos, pode recorrer a
outros investimentos mais rentáveis.
Títulos Públicos
Com relação aos
títulos públicos, analistas recomendam comprar os indexados à inflação, como
Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B) porque a perspectiva é que os preços
devem continuar subindo. Eles sugerem evitar títulos pré-fixados no momento,
pois o governo terá de fazer ajustes no preço da gasolina e da eletricidade, o
que poder pressionar a inflação e derrubar a rentabilidade do título.
Por se tratar de uma
aplicação mais complexa, consulte um profissional especializado em seu banco ou
corretora de valores e esclareça todas as suas dúvidas antes de aplicar no
Tesouro Direto.
Certificado de
Depósito Bancário
Já sobre os CDBs
(Certificado de Depósito Bancário), os investidores devem ficar de olho no
indexador, geralmente o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Essa taxa
fica muito perto da Selic, a taxa básica de juros da economia. Portanto,
enquanto a Selic estiver alta, os CDBs, continuam como boa alternativa.
Mas atenção: se for
investir em CDB, negocie com o gerente um valor que se aproxime ao máximo de
100% do CDI. Assim, terá um rendimento melhor.
Bolsa de Valores
Na renda variável o
momento é de cautela. No primeiro dia depois da reeleição de Dilma, o principal
índice acionário brasileiro, o Ibovespa, teve queda acentuada. No dia seguinte
subiu forte.
No caso da renda
variável, o melhor mesmo é não tomar nenhuma atitude enquanto o mercado não
decidir para que lado vai. Se a tendência para os próximos dias for de mais
queda, vale avaliar os papéis de empresas com bons fundamentos financeiros para
uma possível compra para o longo prazo. Mas isso também só deve ser feito com
orientação de um profissional especializado no mercado de ações.
IMPORTANTE:
Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com
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