Números recentes da
Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas mostram que o endividamento
avançou mais entre os idosos do que entre os jovens. Se compararmos o mês de
setembro deste ano com o mesmo período de 2013, houve um crescimento de 12,48%
da inadimplência das pessoas com idade superior a 85 anos, a maior entre as
categorias, seguida do aumento de 8,18% dos clientes entre 65 e 84 anos.
O que muitos se perguntam é o
que fazer para não cair na armadilha do crédito fácil e depois correr o risco
de ficar devendo.
A tentação do
crédito consignado
Especialistas no assunto
afirmam que os idosos precisam ter cautela, principalmente, com o crédito consignado,
aquele cujas prestações são descontadas diretamente na folha de pagamento.
Embora essa linha de crédito seja,
às vezes, atrativa por causa da facilidade de obtê-la e dos juros mais em
conta, é fundamental que sejam analisadas com cuidado todas as cláusulas do
contrato. Se tiver dúvidas, peça esclarecimentos a um profissional de sua confiança
antes de assinar.
É importante também que a
pessoa exija o demonstrativo do valor total do empréstimo, com todas as taxas,
antes de solicitar o financiamento. Assim se pode ter uma ideia do impacto do
juro no crédito ofertado.
Se não tiver alternativa e
precisar recorrer ao consignado, pesquise antes qual instituição financeira
oferece as taxas mais baixas.
Lobo em pele de cordeiro
Quem está na terceira idade
ainda corre outro risco: existem pessoas que se aproveitam de idosos para obter
vantagens financeiras. É importante ficar atento a isso. Nunca empreste seu
nome para outras pessoas tomarem crédito. Se ela não pagar, quem fica com o
nome sujo é você.
Evite também ser avalista ou
dar fiança a terceiros quando os valores forem muito altos em relação a sua
renda mensal. Lembre-se que é você que terá de arcar com o prejuízo caso a
pessoa que solicitou a fiança fique inadimplente.
O milagre do planejamento
financeiro
Em se tratando de finanças
pessoais, a base de tudo é o planejamento. Sem ele fica difícil controlar os
gastos e o risco de não conseguir pagar as dívidas aumenta. Para aposentados
que precisam arcar com os gastos familiares, incluindo filhos e netos, é
importante elaborar um orçamento doméstico e colocar na ponta do lápis seu
rendimento líquido e depois subtrair todos os gastos. Assim o idoso poderá
saber onde cortar eventuais despesas desnecessárias.
Existem gastos impossíveis de
serem eliminados, como por exemplo, com medicamentos. Nesse caso, o idoso deve
aproveitar os descontos oferecidos pelas farmácias com os cartões de
fidelização dos clientes. Se perceber que isso não está funcionando, pesquise
preços e pechinche em outros estabelecimentos. Além disso, sempre que possível
prefira o genérico ao remédio de marca conhecida.
Com todas essas dicas, o
fantasma do endividamento pode não desaparecer, mas certamente será afastado de
sua vida financeira.
IMPORTANTE:
Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com
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