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NOVAS REGRAS PARA FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO: OPORTUNIDADE?



 
 
 
 
Depois de elevar os juros e aumentar as exigências do financiamento imobiliário, a Caixa Econômica Federal apertou ainda mais as condições do crédito para aquisição da casa própria. Agora o alvo são os contratos de financiamento de imóveis usados. 

 

Quais são as novas regras?

 

Ao comprar pelo Sistema de Financiamento Imobiliário imóveis avaliados em mais de R$ 750 mil o mutuário tem de pagar, à vista, 60% do valor. Antes, a Caixa exigia uma entrada de apenas 30%.

E as compras pelo Sistema Financeiro da Habitação para imóveis de até R$ 750 mil, precisarão de uma entrada de 50% do valor. Antes, a exigência era de apenas 20%. As alterações valem para os contratos que seguem o Sistema de Amortização Constante, em que a prestação vai caindo ao longo do tempo.

 

As consequências

 

Especialistas do setor avaliam que as novas regras devem tornar o sonho de adquirir a casa ou apartamento mais distante para milhares de pessoas. Além disso, o setor imobiliário poderá sofrer um forte desaquecimento, tendência que começou no ano passado com a desaceleração da economia.

 

Qual é o aspecto positivo?

 

Consultores financeiros e analistas ressaltam que a combinação de juros mais altos e a exigência maior de entrada deve afastar possíveis compradores, obrigando proprietários a baixar preços. Esse é o ponto que interessa a muita gente que está poupando há anos para comprar a casa própria: redução dos valores.

A partir de 2008 o preço de imóveis em cidades pequenas, médias e grandes disparou. Isso tornou impossível a compra para muitas famílias. Agora, uma provável queda dos valores será bem-vinda para essas pessoas.

Mesmo com as regras mais rígidas, quem tem um capital formado deve ver isso como oportunidade. O valor da entrada terá de ser maior, o que é ruim. Mas a se a queda do preço das casas ou apartamentos for significativa nos próximos anos, isso pode tornar o sonho ter um imóvel mais perto de virar realidade.

 

 

Consórcio pode ser alternativa

 

Como? O interessado deve continuar juntando dinheiro. É claro que a economia mensal terá de ser maior. E não basta só juntar, é preciso rentabilizar essa quantia. Quem já possui acima de 20 mil reais ou mais deve buscar aplicações que tenham rendimento acima da inflação como alguns Títulos do Tesouro. Pergunte ao gerente de seu banco, ou ao profissional certificado que lhe assessora em finanças, qual o rendimento da Letra de Crédito Imobiliário ou Letra de Crédito Agrícola. Esses investimentos rendem mais que a Poupança, têm baixo risco e não descontam Imposto de Renda. Busque aplicar no longo prazo até o dia em que tiver a quantia necessária para dar como entrada. Até lá quem sabe os preços não estão bem menores do que atualmente?

Uma alternativa é pesquisar os consórcios de imóveis. Mas nesse caso, veja se a taxa de administração não é alta demais e leia atentamente as regras antes de aderir.

 
 
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