Uma reportagem
publicada recentemente pelo jornal americano The New York Times afirmava que os
juros de algumas linhas de crédito no Brasil “fariam um agiota americano sentir
vergonha”, citando os dos cartões de crédito em mais de 240% ao ano e de 100%
cobrados pelos empréstimos bancários.
Os
americanos não estão exagerando. Os juros do cheque especial subiram novamente
em dezembro do ano passado e atingiram a marca de 200,6% em 2014. É o maior
patamar desde fevereiro de 1999, quando ficou em 204,3% ao ano.
Fuja da tentação
Por isso é
fundamental você fugir da tentação de usar o cheque especial, por mais que essa
modalidade seja muito fácil de acessar. Caso esteja gastando mais do que ganha,
especialistas em finanças afirmam que uma boa alternativa é tentar no banco
alguma linha de crédito mais barata. É a famosa estratégia de trocar um juro
caro por outro mais em conta.
Nesse caso, é
importante verificar se seu orçamento mensal tem espaço para o pagamento da
prestação assumida. Se não tiver e mesmo assim você quiser assumir o
compromisso, a única saída será abrir mão de alguma outra despesa.
Vá
a sua agência bancária, converse com seu gerente ou com um profissional
certificado, peça a ele para fazer os cálculos. Dessa forma você poderá tomar
uma decisão mais qualificada.
Não se 'enforque' no cartão de crédito
Outro perigo que
ronda o bolso do consumidor é o uso do cartão de crédito sem planejamento.
Muitas pessoas compram no crédito e sem dinheiro para honrar o compromisso,
decidem pagar somente o que for possível da fatura a cada mês, o crédito rotativo.
Trata-se de uma alternativa simples e que não demanda nenhum esforço de
pesquisa. O problema é que a taxa de juros do rotativo é muito alta, e em muitas
instituições financeiras pode ser até maior do que a taxa do cheque especial.
Se
você está nessa situação também pode avaliar a possibilidade de um crédito
pessoal com taxas mais em conta para pagar o cartão. Mas avalie bem antes, faça
os cálculos e converse com um profissional de finanças para tomar uma decisão
bem fundamentada e que não traga ainda mais problemas.
Outra
opção é avaliar se vale a pena utilizando o dinheiro proveniente da antecipação
do Imposto de Renda, se for o seu caso.
Recorrer a familiares
Pagar a fatura
total agora usando dinheiro emprestado de amigos ou familiares é uma ótima
estratégia, afinal por mais que pague juros (se é que vai cobrado) você também
não precisará se preocupar com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF),
cujo valor foi reajustado.
O único problema
é se a pessoa que pediu emprestado não pagar na data combinada. Nesse caso, ou
poderá perder o amigo ou criar uma situação no mínimo constrangedora no
ambiente familiar.
O melhor mesmo é
se planejar, evitar compras por impulso e manter uma gestão eficiente do
orçamento pessoal.
IMPORTANTE:
Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com
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