A Comissão de
Valores Mobiliários, autarquia que regulamenta o mercado financeiro, deve
anunciar em breve as regras para que o trabalhador possa aplicar no Fundo de
Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. O correntista poderá
investir até 30% do saldo do FGTS nesse Fundo. Muitas pessoas com interesse no
assunto se perguntam se valerá a pena e quais são os riscos.
A alternativa
pode ser interessante
O FGTS rende
pouco mais de 3% ao ano. É uma rentabilidade tão baixa que sequer repõe as
perdas com a inflação. Diante disso, muitos especialistas em finanças afirmam
que a alternativa de colocar parte do capital do Fundo de Garantia no chamado
FI-FGTS pode ser uma boa estratégia.
Esse fundo
administrado pela Caixa Econômica Federal aplica em títulos de dívidas, debêntures
e notas promissórias, de empresas ligadas a vários setores da economia,
principalmente o de infraestrutura.
Cuidados antes
de aplicar
No entanto, como
qualquer aplicação financeira que possa trazer maior possibilidade de ganho,
existem mais riscos envolvidos.
O FI-FGTS não
terá a mesma segurança das aplicações mais conhecidas dos brasileiros como a
Poupança e os CDBs, que têm a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos para
valores de até 250 mil reais. As debêntures não contam com essa proteção e,
além disso, o FI-FGTS corre o risco de calote das empresas nas quais os
recursos são aplicados, o que se de fato ocorrer, certamente trará danos para o
Fundo e consequentemente para os cotistas.
Avalie bem antes
de investir
O FGTS foi
criado para ser uma espécie de seguro para os trabalhadores e pode ser
resgatado em situações como demissão sem justa causa, doenças graves, desastres
naturais e na aposentadoria.
Mas como o Fundo
de Garantia perde para a inflação, normalmente vale a pena resgatar os recursos
sempre que possível para destiná-los a investimentos potencialmente mais
rentáveis.
Antes de aplicar,
o correntista deve pensar bem. Analistas do mercado sugerem que, para os trabalhadores que têm o FGTS como única reserva de
emergência em caso de desemprego ou aposentadoria, o investimento no FI-FGTS não
vai valer a pena. Já para pessoas com mais reservas financeiras, com plano de
aposentadoria privada, que compreendem bem o funcionamento do Fundo de
Investimento e seus riscos, pode ser interessante aplicar 30% do Fundo de
Garantia.
Esse
artigo é apenas para esclarecer sobre essa nova alternativa. Antes de tomar
qualquer decisão consulte um especialista no assunto.
IMPORTANTE:
Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com
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