Milton Friedman,
um dos mais influentes economistas do século XX e ganhador do Nobel de
Economia, certa vez afirmou que "inflação é a única forma de taxação que pode
ser imposta sem legislação". De fato, o aumento generalizado de preços
gera efeitos parecidos com o pagamento de um tributo porque diminui o poder de
compra das pessoas, além de onerar o setor produtivo.
Nesse sentido,
resta a pergunta: será que é possível amenizar o impacto da inflação no
orçamento familiar? Especialistas afirmam que sim.
Controle
o orçamento
Para reduzir o
impacto da inflação é necessário alterar alguns hábitos. Entre as dicas,
especialistas sugerem procurar alimentos que substituam os que estão subindo de
preço. Por exemplo, se o feijão subiu muito, consuma mais lentilha. Evite por
algum tempo também as frutas e verduras fora da estação. Outra medida é adotar
planos familiares de internet, celular e televisão a cabo. Além disso, cuidado
com o cartão de crédito, o cheque especial e compras financiadas quando a
tendência de juros é de alta.
O cartão de
crédito tem serviços parceiros que oferecem descontos em cinemas, escolas, restaurantes,
assinatura de jornais. Sempre procure aproveitar essas vantagens.
Quem utiliza
muitos remédios sabe o quanto isso pesa no orçamento. A dica é comprar genéricos
e informar-se sobre os descontos que as farmácias dão a determinados planos de
saúde e laboratórios.
O desafio de
superar a inflação nos investimentos
Nos
produtos financeiros mais populares, o investidor está perdendo poder de compra.
Prova disso é o que ocorre com a Caderneta de Poupança, que em 2015 deverá render menos que a inflação oficial. Em outras palavras, que investiu nela perderá dinheiro.
O
desafio é obter um ganho real mais elevado com as aplicações financeiras. Por
isso é bom conhecer outras modalidades de investimento.
Os títulos
públicos atrelados à inflação, chamadas de Notas do Tesouro Nacional Série B
(NTN-B) e Série B Principal (NTN-B Principal), pagam juro fixo a partir de 6%
ao ano mais a variação do IPCA. Ou seja, o investidor fica protegido do aumento
dos preços e tem um ganho real de 6% ou mais.
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) ou Letras de Crédito Agrícola (LCA) de bancos médios pagam, em alguns casos, mais de 13% ao ano. A grande vantagem das LCIs é que não pagam Imposto de Renda (IR) e são produtos de baixo risco. Existem boatos de que o governo federal cobraria sobre elas IR mas até agora nenhuma medida concreta existe nesse sentido.
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) ou Letras de Crédito Agrícola (LCA) de bancos médios pagam, em alguns casos, mais de 13% ao ano. A grande vantagem das LCIs é que não pagam Imposto de Renda (IR) e são produtos de baixo risco. Existem boatos de que o governo federal cobraria sobre elas IR mas até agora nenhuma medida concreta existe nesse sentido.
Informe-se
com um profissional qualificado em seu banco ou corretora de valores sobre quais
as melhores estratégias a adotar, os riscos, vantagens e desvantagens, dessas e
outras modalidades de investimento.
Inflação em alta
exige atenção redobrada
O mercado
financeiro estima que a inflação deste ano ultrapasse o teto da meta do governo. É um alerta do quanto está difícil controlar o aumento dos preços. Nesse
cenário resta ao cidadão adotar estratégias para se proteger. Com as dicas
acima você irá sentir menos o impacto da inflação e poderá melhorar a saúde de
suas finanças.
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IMPORTANTE:
Este artigo jornalístico não é
recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional. Dúvidas
ou outros esclarecimentos envie um e-mail: comportamentoedinheiro@gmail.com
Procure sempre um profissional
certificado para obter recomendações de investimentos. Verifique se ele tem
certificações como o CNPI (Certificado Nacional de Profissional de
Investimento) ou CPA (Certificação Profissional Anbima).
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