A aplicação
preferida dos brasileiros não é unanimidade nacional. Especialistas em finanças
alertam que só em alguns casos esse tipo de investimento é aconselhável. O
motivo é a baixa rentabilidade. Aplicar grandes quantias na tradicional
Caderneta por um longo prazo de tempo pode trazer prejuízos para o bolso.
Rentabilidade da
Poupança
O rendimento da
nova Poupança voltou a acompanhar o índice oficial de inflação nos primeiros
quatro meses de 2014, depois que o governo aumentou a taxa básica de juros. Se
considerarmos o período de maio do ano passado a abril de 2014, a Caderneta
rendeu 6,4% para depósitos que foram feitos depois que o governo mudou as
regras da poupança, em 2012.
Para quem já
tinha dinheiro aplicado antes das novas regras, o rendimento de maio de 2013 a
abril deste ano foi de 6,6%. No mesmo intervalo, o IPCA, indicador oficial de
preços, registrou uma alta de 6,28%.
Para alguns
profissionais do mercado financeiro, essa modalidade só perderia atratividade
se a taxa Selic subisse para acima dos 12% ao ano. Caso isso ocorra, muitos
fundos de investimento atrelados à Selic se tornariam opções mais rentáveis,
mesmo com a cobrança de taxa de administração e pagamento de imposto de renda,
o que não ocorre na Poupança.
Cuidados com a
Poupança
Mesmo assim,
especialistas alertam que a poupança deve ser usada apenas para proteger da inflação
o dinheiro usado no dia a dia ou que será utilizado no curto prazo (em até um
ano). Para quem tem valores acima de cinco mil reais e só vai gastar esse
dinheiro dentro de dois ou três anos (ou mais) existem opções mais rentáveis.
O problema de
aplicar na Poupança é que ela rende muito pouco, e em alguns períodos sequer
repõe as perdas da inflação. Portanto, colocar o dinheiro nessa modalidade por
vários anos vai trazer um baixíssimo retorno financeiro e prejudicar seu
esforço de economizar.
Alternativas
Não tem outro
jeito: para realizar os sonhos mais caros (comprar um imóvel, estudar, viajar
ao exterior) não basta juntar dinheiro, é preciso investir em aplicações que
tenham boa rentabilidade.
Nesse sentido,
procure conhecer outras formas de investimento como CDBs, Títulos do Tesouro,
Fundos de Renda Fixa. Informe-se bem sobre os riscos, vantagens e desvantagens
deles. Perceba que, muitos, no longo prazo, são bem mais rentáveis que a
Poupança.
Você até pode
deixar um pouco do dinheiro que economiza na Caderneta de Poupança, mas faça a
chamada carteira de investimentos, isto é, aplique também em outras
modalidades. Se você tiver um perfil para aplicações de risco pode investir
ainda na renda variável (fundo de ações e ações). Procure um profissional
especializado, seja no seu banco ou em corretoras de valores. Eles podem
esclarecer suas dúvidas e ajudar você a gerir melhor seus investimentos.
IMPORTANTE:
Este artigo jornalístico não é recomendação de investimento. É uma opinião com objetivo educacional.
Dúvidas ou outros esclarecimentos envie um e-mail para: comportamentoedinheiro@gmail.com
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